Um balde de água fria


Tenho visto e acompanhado (de longe) essa coisa do desafio do balde de gelo (Ice Bucket Challenge), entre as celebridades que, de forma muito altruísta, doam seus cachês, em troca de uma participação nesta campanha viral, que visa dar apoio à ALS Association (em ingês, Amyotraphic Lateral Sclerosis), em prol das pesquisas sobre a doença neurodegenerativa que limita os neurônios responsáveis pelos movimentos, a esclerose lateral amiotrófica.

Bill Gates e Mark Zuckerberg, iniciadores do movimento, logo, com seu poder e carisma, disseminaram o desejo, principalmente, entre celebridades, no mundo inteiro, a se desafiarem a derramar um balde de água gelada sobre suas cabeças, na expectativa de alertar ao mundo para a necessidade de enfrentar a doença...

A campanha ia bem. Grandes personalidades, pelo mundo, chamando atenção para o problema. Até chegar no Brasil...

Você pode me achar um chato por dizer o que eu vou dizer agora. Mas, essas coisas da mídia, sempre que chegam ao Brasil, perdem um pouco de seu brilho.

Noutro dia, eu estava, de manhã, em casa, com a TV ligada, passava o programa da Ana Maria Braga, e a apresentadora global começou a falar no assunto, que iria mostrar um vídeo com algumas nas nossas 'celebridades', aderindo à campanha. E eu, desconfiado, logo imaginei:: "lá vem o Luciano Huck, em mais uma chance de aparecer (e ganhar alguma grana)". E, eu juro, dez segundos depois, apareceu o narigudo jogando o balde na cabeça. Logo depois, apareceram Ivete Sangalo, Neymar e essa turma, que a gente anda cansado de ver, em cada movimento que o mundo dá. Eita... é o lado pobreza, da globalização...

Ainda bem (até onde eu sei) que o ambicioso Huck não tentou tirar proveito de mais esta ação, com a comercialização de baldes, por exemplo. Lembra do que ele fez com a banana?

Aí, com a campanha, na sua versão tupiniquim, andando de vento em popa, famosos começaram a desafiar, uns aos outros, gravando vídeos, onde mostram sua bondade em ajudar aos envolvidos com a doença degenerativa... alguns comentários, que podemos entender corretos, mas também oportunistas, sensacionalistas, começaram a aparecer...

Alguns dos famosos, como Xuxa, Daniele Suzuki e outros, desafiados a aderir ao balde gelado, se recusaram participar da campanha, pois começaram a ligar a ação ao desperdício de água, tão escassa, nos dias de hoje. Outros também falaram que há coisas e doenças mais importantes, mais urgentes e etc.

Eu fico rindo... fala-se em seca no nordeste desde que eu me entendo por gente. Agora, a falta d'água está em São Paulo e um monte de gente se coloca como atenciosa e preocupada com a seca.

Muitos falam também de comparações da campanha com os problemas da África. Tem gente que até fala em unha encravada. O importante é se colocar de forma controversa e também ganhar seu espaço na mídia.

Não julgo ser contra ou a favor. Afinal, cada um se posiciona como quer. Mas isso cansa um pouco... A mídia está nos cansando demais, com tanta baboseira... e o pior de tudo é que eu não vejo saída, para este meu incômodo.

Engraçado, mas as coisas que funcionam lá fora, quando chegam ao Brasil, possuem uma roupagem diferente. Pelo menos, para mim...

Há os que querem se promover e usam a causa para tal. Há os que querem ganhar com isso... e há os que, simplesmente, querem fazer parte. Mas, me desculpe, eu não vejo muita intenção de só participar... pois tudo aqui no Brasil parece fazer parte de patrocínio... é como vejo a coisa!

Ontem, conversando com um cliente, naquele momento do cafezinho, ele perguntou pra que servia aquela campanha... e eu, meio mudo e com o olho comprido, fiquei devendo uma resposta mais convincente. Falei que "era uma campanha que o Bill Gates e o Mark (olha a intimidade) tinham iniciado para apoiar pessoas portadoras de uma doença neurológica dessas".

Numa rápida pesquisa, vi que, a partir do momento em que você é desafiado, você tem duas opções — ou aceitar a brincadeira e doar US$10,00 para a instituição, ou arregar e contribuir com US$ 100,00 para uma boa causa.

Eu não derramei um balde, com água gelada, na minha cuca. Não fui desafiado... Mas também, não vi necessidade de participar da campanha. E acho que fiz certo, pois não sou formador de opinião e não tenho necessidade de aparecer, nem a de parecer bom moço. Na verdade, em "meu mundo", existem outras coisas para eu me envolver, muito mais urgentes...

Não quero parecer preconceituoso. Mas tudo, tudo, no Brasil, em se tratando de mídia, tem um cheirinho suspeito. Pra dizer a verdade, sou completamente descrente dessas figurinhas fáceis da TV. Acho que elas não servem para nada e que não tem outro objetivo, a não ser engordar suas próprias contas bancárias e angariar simpatizantes e seguidores para seus perfis.

Esse pessoal do balde, doa mesmo uma grana à ALS? Eu ouvi um passarinho dizer que essa gente doa seu cachê para a Instituição. Que cachê? Quanto dinheiro foi levantado com essas celebridades brasileiras? Os caras, nas suas casas, ou em seus estúdios, chamam a mídia para os filmarem derramando a água gelada do balde, em suas cabeças... aderindo ao "desafio do balde". Como este "desafio" se transforma em recurso e como isso chega à ALS?

Queria entender isso... Aliás, se você souber, e quiser me informar, me envie um e-mail... :-)

Esta campanha, no Brasil, tomou outra cara. Virou marketing pessoal... na verdade, como tudo que envolve esse bando de figurinha repetida. E, pelo que tenho visto na mídia, a versão Brasil quebra um pouco da seriedade e credibilidade da campanha.

Independente da esclerose lateral amiotrófica, doença realmente séria e que necessita de toda nossa atenção e respeito, além de solidariedade aos que a portam, o balde de água fria já é prática bastante conhecida no Brasil, mas que não possui o glamour dos holofotes.

O povo de nosso país é craque em receber baldes de água fria, na cabeça. Baldes vindos de todos os lados, de todos os tamanhos, de águas limpas ou sujas, sem câmeras, sem luzes, sem nada. Aguentamos, todos os dias, baldes de água gelada e fedorenta, na cara, e nada fazemos... continuamos a consumir esta nossa mídia pobre...

E, já que esta campanha viral e midiática está bombando. Os famosos poderiam, também, criar campanhas diversas, para aparecer  ainda mais. Assim, sem manteriam na mídia, como parece ser o que importa, e ainda ajudariam pessoas... Eu tenho algumas sugestões de campanhas bem legais.

Que não só a esclerose lateral amiotrófica, seja lembrada, mas que tenhamos um mundo mais equilibrado. E que este modelo atual de mídia, principalmente no Brasil, se exploda.

Vou te dar um balde de água fria, na cabeça. Mas é por uma boa causa...

O mi-mi-mi, a hipocrisia e a ostentação

Quando você não tiver nada pra falar, não tiver a mínima ideia do que está se discutindo ou não souber mesmo opinar, fale que eu estou de mimimi. Assim, você ganhará o like das pessoas como você, ocas!


Já faz algum tempo que eu não me envolvo mais com as redes sociais. Pelo menos, não mais ativamente, criando conteúdo ou me envolvendo em discussões, dos mais variados assuntos. Comecei a entender que é tudo uma grande e longa perda de tempo, além de ser um "sugador" das minhas melhores energias.

Quem navega neste tipo de terreno, sabe muito bem que a possibilidade de brotar uma flor é a mesma possibilidade, inversamente proporcional, de ela ser arrancada, na raiz, impiedosamente. Ou seja, surgir algo bom e construtivo é raro e, em velocidade recorde, será destruída.

As redes me mostram, com cada vez mais certeza, que não vai haver meteoro, atividade vulcânica, ou mesmo um vírus letal, que destruirá a raça humana. E sim, a própria raça humana se destruirá, numa cadeia, interminável de homicídios, suicídios, genocídios, infanticídios e tudo mais que derivar. Nós mesmos seremos responsáveis por nossa destruição, lenta e gradativamente.

Estamos caminhando para um mundo cada vez mais árido, sem amor e frio... com sentimentos cada vez menos nobres e remorso zero.

É claro que eu gosto do mundo. Tenho 47 anos vividos no limite da intensidade, me atirando, de tudo que é forma, nas maiores, melhores, e mais gratificantes, emoções. Mas também, na busca da delícia, encontrei a dor. E é na análise detalhada desta dor, que eu vejo nossa capacidade infinita de destruição.

Acho que, à medida em que as gerações avançam e se sucedem, uma nova camada se abre, tornando o mundo, um lugar cada vez menor. Como aquela história da teoria da cebola, conhece? A cebola é redonda, esférica, e envolta por camadas. À medida em que a cortamos por camadas, esta esfera fica menor... certo? Esta "teoria" serve para muitas coias, metáforas e etc... :-)

E, com o mundo cada vez menor, vide a conectividade entre as pessoas, ele fica cada vez mais veloz, mais intenso. As pessoas passam a se encontrar muito mais vezes do que antes e o encontro intenso, sempre gera conflito. É da natureza humana!

Imagine uma família, vivendo sob o mesmo teto. As pessoas vivem a se encontrar, se esbarrar. E a família, como a conhecemos, é a maior das fontes de conflito, que conhecemos. Qual a família que não tem problemas? Qual delas não tem brigas? Faz parte da natureza...

Com o mundo se tornando uma casa com sete bilhões de pessoas se esbarrando, todo tempo, sabendo tudo uma da outra, é óbvio ululante que os conflitos serão incontáveis, tornando esta casa - mundo -, cada vez mais, uma arena de conflitos.

Imagine este pequeno cenário, de pessoas se encontrando a todo tempo, com pitadas dos pecados capitais,... com muita inveja, com muito egoísmos, com gente querendo passar a perna em gente, todo tempo. Imagine conviver, no mesmo cômodo, com pessoas que querem teu mal. Querem mais ver o teu declínio, do que lutar pelo próprio sucesso.

E, como penso, as redes sociais são este pequeno cômodo, onde há um grande embate de ideias, egos. Onde a competição por "likes" (y) é quase desumana. As pessoas estão deixando de olhar suas janelas, mantendo-as fechadas, como se entrincheiradas, à espera do inimigo. Mas esquecem-se de enxergar que o inimigo é ela própria.

Apesar de não produzir mais conteúdo nas redes - desisti -, eu observo muito, tudo que acontece por lá. Apenas fiquei invisível e sem forças para lutar a cada frase escrita. Na verdade, nem sem forças... eu estou mesmo é com preguiça. Também sou um pecador... Mas esta preguiça se justifica muito, quando eu penso: "o que eu vou ganhar com isso?" E não falo só de grana não... tem mil coisinhas fofas que poderiam servir como bálsamo, mas, pesando na balança, de verdade, não vale à pena.

Uma coisa que eu tenho visto muito nas redes, são pessoas usando o termo "mi-mi-mi", ou "mimimi", em hífen. Seja lá qual for o tema em discussão, sempre tem um chato que fala que estão do tal mimimi.

Mimimi significa "choradeira". E se transformou em várias formas de rechaçar, num tipo de "ah, para de encher o saco", ou para se referir ao moralismo exagerando das pessoas, ou mesmo para qualquer opinião contrária, reclamação, queixa da vida. Qualquer lamento é mimimi. Isso enche mesmo o saco.

Certamente, se este texto permitisse comentários dos leitores, certamente eu leria que estou de mimimi.

Eu acho que sou o mimimi em pessoa, pois eu dou minha opinião em tudo que vejo, leio. Eu tenho posição! E muita gente, quando se derapara a alguém assim como eu, por falta do que dizer fala que estou de mimimi. Algumas pouquíssimas vezes, minhas opiniões podem ser encaixadas no tal politicamente correto, mas, quase sempre, sou politicamente incorreto.

Não importa se você está ou não na onda do corretinho, basta você expressar sua opinião, tendorazão ou não (não importa!) que lá vem um mala dizer que você está fazendo mimimi, que é mais um "coxinha", ou sei lá. Que coisa chata.

O que tenho visto é que há uma enorme teorização da vida, uma determinação poderosa do que é certo e errado e as pessoas, sem viver, defendem modos de vida. Vejo jovens, sem experiência de vida, falarem da vida que leram, aprenderam na escola, com a família. E esses mesmos jovens, agem na contramão dos conceitos que aprenderam. Pois a coisa, na prática, funciona de forma muito diferente.

A palavra "hipócrita", "hipocrisia", nunca foi tão usada, como nos dias atuais, nas redes sociais. Usada correta e incorretamente. Muita gente fala e acusa o outro de hipocrisia, mas não conhece o significado da palavra. Logo, ela também (a hipocrisia) nunca foi tão mal usada, por ser incorreta para certo momento da discussão.

Estamos na era do conhecimento. A garotada está entupida de informação, mas com vivência nula, pois todo conhecimento é aplicado diante do computador, ou do telefone, tipo "smart". Estão vivendo à base bits. Noutro dia, disse que "os jovens comem bits e cagam bytes". Pois, sua vivência no mundo físico é cada vez mais superficial. E de superficialidade, eu poderia falar dia e dias aqui, tornando este texto ainda mais chato.

A sociedade do consumo extremo (como vejo o mundo de hoje), vive a vida para os outros. Ela quer o prazer que possa compartilhar... e que o outro possa curtir (e se possível, comentar). Com este comportamento alucinadamente insano, uma outra palavrinha começa a fazer parte do universo diário das pessoas, a "ostentação".

Esta palavra começou a ser usada com mais frequência com a garotada do funk, mostrando seus carrões, tipo "limo", seus celulares next generation, seus cordões de ouro, seus baldes de RedBull na balada e suas mulheres gostosas, como se todos (inclusive as mulheres) fossem objetos de consumo para causar inveja. inveja nos homens, querendo tal vida, e na mulheres, querendo estar no lugar delas. É o fim do mundo!

Falando em inveja, a ostentação tem apenas um intuito: o de causar a inveja alheia mesmo. Pelo menos, eu não consigo determinar outro significado. Pois, a pessoa que possui coisas, que viaja, que tem a vida tranquila e que é tecnicamente, feliz, não sente necessidade de demonstrar, pelo simples motivo de se sentir satisfeita com o retorno da própria vida. E não precisa de pessoas admirando o que conquistou.

Já quem ostenta, quem vive a mostrar, já é o cara menos feliz que precisa de uma certa aprovação das cabeças ao redor, para justificar seus investimentos... seja clicando, curtindo.

O causador da inveja, como disse no pensamento anterior, aqui neste baú, é o que possui mais inveja. O causados do ciúme é o mais ciumento.

Enfim... neste mundo atual, com a cebola cada vez menor, com as pessoas se encontrando cada vez mais virtualmente (e menos no mundo físico), casos de depressão cada vez mais frequentes, solidão em alta, a gente fica pensando: "será que vai piorar?" Acho que a resposta é, infelizmente: sim!

Estamos com tudo nas mãos para fazermos um mundo incrivelmente lindo. Mas não queremos. estamos preocupados demais em mostrar do que em ser. E isso é triste demais.

Mas ainda há tempo de mudar isso.

Eu, eu eu, eu, eu... e você, não!


Aos poucos, e até lenta ou tardiamente, a vida tem me mostrado coisas... Mas, esta aparente falta de velocidade tem sido compensada pelo excesso de assertividade. Ou seja, quanto maior a demora, maior também, é a certeza que tenho diante das conclusões que a vida, e os fatos, me mostram...

Leio muito por aí as pessoas falando de caráter, de mentiras. Nas redes sociais, isto é quase uma febre. A cada decepção que sofrem, transbordam as telas com avaliações vitais, sobre quem os atingiu... direta ou indiretamente...

Muitos são os defeitos do ser humano. Ainda mais num mundo cada vez mais transparente, aparentemente. Podemos apontar o dedo e contar os defeitos de uma pessoa como se estivéssemos num bingo. Haja números...

É muito ruim quando você se decepciona com alguém. Existem mil teorias sobre decepção... Já chegaram até a definir que os culpados somos nós mesmos, por depositar em uma outra pessoa, as expectativas, por fim, não cumpridas.

Eu já fui uma pessoa intolerante. Não tolerava mentira, decepção. Me tornava um cara cada vez mais isolado, diante de um mundo tão sórdido, com tanta gente má e etc. Eu me sentia uma vítima das circunstâncias...

Aí, o tempo foi passando, a vida me endurecendo. Ao mesmo tempo, a experiência me moldando e transformando numa pessoa mais madura, tolerante e compreensiva. Comecei a perceber que todos somos assim... que é a regra do jogo se deparar com os defeitos das pessoas e tentar extrair delas o que há de melhor... e, consequentemente, ser mais feliz.

Este comportamento também me ajudou a me compreender mais, sendo menos duros comigo mesmo...

Todos nós procuramos pautar nossa vida naquilo que aprendemos com nossos pais, exemplos recebidos, na "teoria da vida" e nas experiências vividas, não só em nossa pele, mas também observando o que acontecia ao redor. Nossos conceitos e preconceitos, nossa simpatia ou aversão são questão de familiaridade do que concebemos durante a longa estrada da vida.

Quantas vezes mudamos de opinião sobre pessoas ou conceitos? Quantas vezes achamos fulano do bem, mas percebemos que era do mal? Quantas vezes...

Defeitos, todos temos. Mas também somos seres repletos de virtudes, qualidades. Algumas vezes, até muitas, as qualidades sobrepõem os defeitos. Em outras, não. E é esta balança que faz o mundo incrível e imprevisível. Não digo que esta é a beleza da vida, mas é fonte transbordante que nos intriga a viver, cada vez mais, e aprender sobre o "movimento" da própria vida.

Conheço pessoas mentirosas, tenho amigos com defeitos, que nem me permito a mencionar. Assim como tenho pessoas, na minha alta estima, que transbordam virtudes, gente altamente do bem... e, no fim... tudo acaba se equilibrando...

Na minha percepção, diante dos muitos anos de vida, de tantas e tantas experiências... de tantos e tantos defeitos possíveis que podemos ter, não consigo mais conviver com gente egoísta, invejosa ou interesseira!

Percebo que as pessoas mais interesseiras são as mais egoístas (e vice-versa)... e que, por sua vez, flertam, muito proximamente, com o sentimento de inveja. E o egoísmo, apesar de tantos e tantos defeitos que o ser humano tem, é o pior deles, para mim. Assim como, a generosidade é a maior de todas as qualidades e virtudes humanas.

Nasce um novo tipo de defeito. O egoísmo banhado na inveja.

A pessoa pode ser o que for, mas se houver generosidade em seu peito, ainda há salvação para ser ser, sua alma, diante da prestação de contas, que terá em seu "juízo final" particular.

Eu não quero mais me relacionar com gente egoísta! Não necessariamente, por ter sido vítima do seu egoísmo. Mas por perceber o egoísmo dentro de si. A relação com esta atitude me faz mal, polui meu peito.

O egoísta que quer tudo para si, já é muito ruim... Mas o pior tido de egoísmo é aquele temperado com a inveja... que faz a pessoa trabalhar para que o outro não tenha, no que depender dela. É um egoísta turbinado, assim penso!

Egoísmo, inveja... são mesquinharias. É a cara pequenice, da pobreza da alma. Ser egoísta e invejoso é ser o assoalho, o piso, o lodo... Egoísmo é a pior faceta do comportamento humano.

Sinto nojo de gente assim! E pena... coisa que odeio sentir.