Sobre o desejo... e o encontro


Não é difícil lutar pelo que se quer, se deseja, ou se acredita ser o melhor para a própria vida. Na verdade, a luta é sempre bem vinda... mostrar que você vai atrás do que quer, é um bom agrado, que faz ao altíssimo!

As pessoas querem de tudo: coisas das mais diversas, paz, poder, amor... e Amor, parece ser o item mais em falta, nas prateleiras da vida.... e o mais procurado, nesta escassez que vivemos.

Quem sente atração, ou quem sabe que ama, possui um desejo urgente, de fazer acontecer logo, uma vontade irresistível de não perder mais tempo... Quando você encontra alguém que acha ser "a pessoa", você tem a pressa dos famintos, quer logo, para começar a desfrutar do melhor que a vida pode oferecer...

Mas não basta querer para satisfazer o ego ou qualquer necessidade, por exemplo. Não adianta querer, só para ostentar um troféu e mostrar para os outros que você não está só. O querer precisa vir da alma, do coração... e não da necessidade, pura e simples.

Um verdadeiro querer (aquele natural, bonito e sadio) faz as boas energias brotarem no peito, criando atmosferas positivas e fazendo o universo conspirar a seu favor... tornando qualquer desafio, possível, factível... Real!

O amor nos transforma em pessoas melhores. Se você perceber que não se sente uma pessoa melhor, com este sentimento, algo está errado. Esteja alerta!

É preciso ter bom senso... :-)

Definir bem o que se quer, entender prós e contras, controlar a ansiedade, medir riscos, desejar e torcer com calma, para, de forma natural, ir atrás daquilo que deseja...

No amor, falamos sempre de outra pessoa (salvo raras exceções)... então, você precisa, pelo menos, entender que ela tem seus quereres, também. Seu momentos, seus medos... Ou seja, se você forçar a barra, só porque quer, é a maior das furadas.

Nem Deus interfere nesta regra sagrada, da vida. Ele abre os caminhos, mas não faz ninguém se apaixonar por você.

O mesmo bom senso, e a mesma crença no poder do encontro, na força do amor ou na magia do querer, devem ser aplicados aos casos em que, por mais que você ame, queira, possa, lute ou tente, a coisa não sairá do lugar, se quem você desejar, não te quiser... ou te quiser pouco...

Como disse o poeta, amor não se implora, atenção não se pede. Não adianta cercar seu “objeto” de desejo, por todos os lados que, quanto mais em cima você ficar, mais distante seu amor estará.

Na verdade, ao perceber este cerco, ele fugirá de você... e será criada uma coisa terrível, chamada resistência, que culmina na iminente rejeição.

Quando as coisas do coração, que devem ser tão naturais e simples, não acontecem, de forma espontânea, é porque não valem à pena serem buscadas. Pois, a tendência, é que muita dor causarão, seguidas de decepções e frustrações. Onde o outro, não tem a menor culpa.

Quanto mais você tentar chamar a atenção daquele que não te enxerga (ou não quer te enxergar), maior a rejeição que você causará. E, a cada nova tentativa de contato, as coisas vão ficando mais complicadas e distantes.

Você se torna chato, por não conseguir compreender os porquês de seu amado não dar o retorno que você acha merecer.

Dizem os especialistas que, o amor quando é potencialmente verdadeiro, não precisa de qualquer esforço, ou de luta para acontecer. Ele vem naturalmente. Acredite na força desta natureza, que tudo ao seu redor, funcionará.

Então... O melhor a fazer (acredite), é dar espaço a quem você quer, para que ele possa se sentir livre. Amar, entre tantas coisas, também é liberar o outro para ser feliz, mesmo que seja bem longe de você.

Às vezes, você percebe que, quem você gosta, quer ou ama, não sabe bem que caminho seguir... fica por aí, experimentando, testando novos possíveis amores... coloca você em segundo plano, como uma opção, ou plano B...

Perceber que esta pessoa está nessa "vibe" é o maior dos favores que você recebe, mostrando que você precisa desencanar... sair fora, o quanto antes, dessa furada.
Não queira ser a opção de ninguém. Não há condição mais deprimente que esta, na odisseia do amor.

Quando alguém não quer, ou não tem espaço pra você, neste momento, por mais força e promessas que faça, este encontro nunca acontecerá.

E se acontecer de forma forçada, poderá ser por insistência, pena ou pelo outro enxergar em você a melhor opção (irc!).

Amar não requer jogos, táticas, estratégia, mentiras ou manipulações. As leis da atração são implacáveis e se você burlá-las, cometerá a maior das infrações, afastando a quem ama, para sempre.

Bom senso, autocrítica e canja de galinha, não fazem mal a ninguém.

Se liga e acorda!

Uma reflexão sobre a liberdade de expressão...

Convivemos com um complexo paradoxo, envolvendo liberdade e cerceamento de opinião. Tudo isso fruto de uma intolerância, que parece não ter fim. Viva a liberdade de ser livre, de verdade!


Por muitos anos, vivemos num regime ditatorial, onde os militares mandavam e desandavam em nossas vidas. As pessoas eram torturadas, simplesmente por serem simpatizantes de socialismo/comunismo... ou mesmo criticar o modelo repressivo. Eram os subversivos, que pagaram o pato por um regime podre e que cerceava, totalmente, nossa liberdade. 

A imprensa vivia o inferno da censura. As escolas ensinavam OSPB, o currículo escolar era supervisionado pelas forças armadas. Os artistas sofriam com suas obras proibidas... era um tempo de total repressão e liberdade restrita. A vida, para muitos, foi um inferno.

Ao final dos anos 80, curiosamente, o mais criativo de nossa nação, foi derrubado este regime de ditadura e eleições diretas foram adotadas, mostrando a tal luz no fim do túnel, que tanta gente rogou. Estava implantada, no Brasil, a tão lutada democracia. O Presidente do país que, até então, era um General das forças armadas, passou a ser uma pessoa eleita pelo povo, através do voto direto.

Não. Este pensamento não é sobre política. Isso foi só uma ilustração bem rasteira... pois eu quero falar sobre liberdade. A liberdade, em que temos o direito de expressão livre, assumindo a responsabilidade sobre o que é dito.

Voltando à Democracia, em meados dos anos 90, quando a democracia ainda era um bebê, a Internet chega ao Brasil, abrindo o mundo e colocando em prática o que se chama globalização.

O conceito de globalização, que chega ao mundo para derrubar fronteiras e fazer do mundo, um único lugar para fazer negócios, se relacionar. A Internet foi o grande instrumento para o sucesso deste conceito.

Com o mundo globalizado, as notícias que acontecem na China, são passadas no Brasil, com a ajuda da Internet, em poucos minutos (ou segundos). Assuntos que interessam ao mundo comum, são transmitidos ao vivo.

A atual crise de crédito na Grécia, afeta, diretamente, os negócios, no Brasil... pois a economia, via moeda européia, dita as regras. Enfim... o mercado também é globalizado.

Com a popularização da Internet, as pessoas começaram a perceber que poderiam se expressar livremente. Já que não haveria sansões e nem censura. Nos anos 2000, uma enxurrada de sites e blogs (inclusive, este baú), surgiram, com pessoas dizendo, simplesmente, o que pensam.

Uns ganham muito dinheiro com isso. Outros, como eu, só se expressam.

Ao mesmo tempo, as pessoas começaram a se integrar e relacionar à distância, formando uma rede, chamada de social. As pessoas se aglutinavam por interesse comum, em comunidades. Hoje, compartilham informações, dando uma velocidade incontrolável a qualquer assunto que surja.

Há um ditado que, "caiu na net, perdeu-se o controle". Pois, de acordo com o interesse de cada um, certa informação pode se espalhar pelo mundo, em questão de minutos... e, em muito pouco tempo, em segundos.

Este comportamento de "internetização da vida", lentamente transforma as pessoas em escravos de veículos de comunicação, facilmente manipuladas por setores da mídia e se sentindo, pessoalmente, parte dos movimentos que compartilha.

Torcedores de futebol se transformaram em soldados de suas torcidas organizadas, assim como fãs de artistas, se transformaram em defensores ferrenhos, de seus ídolos.

Com a velocidade da informação, em constante aceleração e sem controle aparente, transformou esses grupos de defesa, em verdadeiros exércitos virtuais onde, quem está do meu lado, concorda comigo... e se concorda comigo, é meu amigo. Ao passo que, se você discorda de mim, amigo você não é... e, dependendo de sua posição, você é um inimigo.

Ou seja, esta liberdade de expressão está dando às pessoas o poder de dizerem o que pensam, mas, ao dizer o que pensam, com total liberdade, pode afetar um ou outro grupo de defesa, transformando a opinião sincera de alguém, numa briga de foice, onde ninguém tem razão.

O Brasil é um país continental, gigante, por natureza. Nossa extensão territorial permite uma diversificação muito elástica, eclética. Parece que há muitos 'Brasis' dentro deste imenso país. E, cada 'pequeno brasil', com seus exércitos, fazendo com que nossas diferenças estruturais, culturais, políticas e de comportamento, bastante ressaltadas. A região norte nada parece com a sul... assim como o sudeste não compreende o centro-oeste...

Por mais que as pessoas se misturem, nos êxodos internos que a vida e os desafios as impõem, parece não haver uma questão unânime, no país. Longe disso. Bem longe.

Os costumes de um não são compreendidos, e nem aceitos por outro... e da forma que são apresentados ou impostos pela mídia, soam como ofensa, a quem não gosta, ou discorda.

A cada tempo, ondas de discórdia pairam sobre este globalizado e 'internetizado' país, acirrando os egos e instigando a defesa desses regionalismos.

Nas artes, por exemplo, sudestinos torcem o nariz para a música nordestina (salvo guetos)... assim como sulistas não gostam da música do centro-oeste, por exemplo.

Quaisquer desses grupos, ao se manifestar nas redes sociais (campo neutro da diversidade), pequenas guerras são declaradas, e o bicho pega.

O Brasil é carente de ídolos nacionais. O cara precisa ser muito fera para conquistar um país com tantas diferenças.

Zico é um ídolo na região sudeste, especialmente, da torcida do Flamengo. Mas, no sul, ele é questionado, por uma ou outra característica. Lá, o ídolo é o Falcão, mas não pela torcida do Grêmio, cujo ícone é outro atleta... e por aí vai.

Ainda nos esportes, Ayrton Senna, era um grande piloto. Sua morte causou comoção nacional. Mas muita gente chorou sua perda, sem, ao menos tê-lo visto correr, em pista. A mídia fez um carnaval de emoções e pessoas que jamais viram uma corrida, fora chorar em seu túmulo, em São Paulo. Mas existem muitos cantos, no país que não são fãs do piloto. Eu esmo não era.

Os Mamonas Assassinas, conjunto musical, de São Paulo, despontando com um sucesso atrás do outro, sofreram um brutal acidente, onde todos os seus componentes morreram. Eles era queridos, mas se transformaram após a morte, onde seus discos venderam como água. E olha que, neste caso ou do Ayrton, não havia ainda a Internet, no Brasil.

Desde essas (e outras) grandes perdas, o país vive carente de grandes ídolos. A mídia anda alucinada, por aí, atrás de um nome que se torne símbolo nacional. Somos órfãos, com ídolos regionais, num país globalizado. O ídolo do centro-oeste é um, do sudeste, outro...

Nem a seleção canarinho de futebol, consegue ser homogênea, na torcida dos brasileiros. Após os casos de corrupção no futebol, resultados obtidos e a pasteurização dos ídolos, que vão para o exterior e perdem as raízes brasileiras... as pessoas não curtem mais as competições internacionais, por mais que a mídia force a barra para colocar fogo no rabo das pessoas a torcerem.

Com tantas diferenças regionais, é absolutamente normal que vivamos em conflitos de opinião. Afinal, como eu tenho incansavelmente, dito aqui no Baú, as pessoas não sabem mais amar, perderam o respeito pelo próximo e estão cagando para o que o outro pensa.

Um não consegue entender e nem aceitar, a opinião do outro. Alguns argumentam, outros tentam impor. Alguns usam os veículos de comunicação para se manifestar e tentam empurrar, goela abaixo, suas opiniões.

O fato é que vivemos a tal liberdade. Onde todos têm o direito de falar o que querem.

Aliás, a liberdade de expressão só é cerceada em casos de flagrante calúnia, difamação, mentira ou tentativa de denegrir um ou outro. Nesses casos, mesmo garantida a liberdade, a Lei opera no prejuízo que tal opinião possa vir a causar, em eventual prejuízo a outrem.

Falando (nova, nova, novamente) no assunto, sobre a morte do cantor sertanejo Cristiano Ronaldo Araújo, até então, um completo desconhecido, para mim, vem tomando as redes numa imensa onda de imposição, que até assusta. As pessoas que gostam (ou dizem gostar) estão enfurecidas com os que não os conhecem, ou não gostam.

Recentemente, no canal fechado Globo News, o jornalista Zeca Camargo, tornou pública uma crônica sobre esta carência que vivemos, que chamou de "pobreza de alma cultural". Com trechos:

"Assim como ao nos mostrarmos abalados com a ausência de Cristiano, acreditamos estar de fato comovidos com a crença de um grande ídolo. Todo sabemos que não é bem assim. O cantor talvez tenha morrido cedo demais para provar que tinha potencial para se tornar uma paixão nacional, como tantos casos recentes. Nossa canção popular é hoje dominada por revelações de uma música só, que se entregam a uma alucinada agenda de shows para gerar um bom dinheiro antes que a faísca desse sucesso singular apague sem deixar uma chama mais duradoura". Eu achei perfeito o que ele disse, pois vai totalmente de encontro ao que EU penso. Queria muito, eu mesmo, ter escrito isso. Mas me falta talento...

Eu não gosta do gênero musical, que chamam de sertanejo. Sertanejo, para mim, eram os grandes do passado, da antiga música caipira. Pessoalmente, acho que este gênero musical, é a trilha sonora das baladas pesadas, dos reis dos camarotes, da ostentação, do whisky, da mulher fácil, dos camaros da vida, da bebedeira... Na minha opinião, é pobre como funk. Só que usa iPhone verdadeiro, pois atinge a grupos abastados, do interior...

Com este apelo, carre as pessoas humildes, com ídolos de plástico. Normalmente, cantores sertanejos são recrutados, entre sarados com atitude, empostando suas vozes, em letras banais, carregadas sempre pelo mesmo ritmo. Assim como o funk. Mas a diferença é que, no funk, a ostentação é diferente...

As pessoas podem se roer, se rasgar... mas é minha opinião. E o fato de eu estar tornando pública, a partir desta postagem, é a necessidade de marcar posição. Eu acho importante e necessário, que possamos nos manifestar livremente.

A perda do cantor, foi uma perda humana irreparável. Assim como irreparáveis são tantos jovens que morrem, que o Estado perde para o tráfico de drogas. Das mães que morrem nas portas dos hospitais, por falta de atendimento; dos transeuntes que, sem saber de onde vieram as balas perdidas que os mataram. Perdas irreparáveis de outros artistas, como o Altamiro Carrilho, um gênio da flauta, que se foi, sem qualquer apelo, na Internet.

Não estou dizendo que a morte do sertanejo foi menor ou, pejorativamente, menos importante. Só estou dizendo que foi (e está sendo) um enorme exagero, sua repercussão.

E o Zeca Camargo? Está sendo execrado nas redes sociais por, simplesmente, ter dado sua opinião. Brilhante texto, por sinal! Talvez, ele a tenha dado num momento errado, onde os ânimos anda estejam latentes demais. Talvez tenha escolhido algumas palavras equivocadamente (o que eu eu não acho). O fato é que muita gente se sentiu ofendida, pessoalmente.

Teve gente ofendendo, em nível pessoal... falando sobre sua sexualidade (o que isso tem a ver?), sobre sua competência para escrever sobre o assunto, seu conhecimento de causa e etc.

Li relatos nas redes, dignos de tragicomédia. Gente indignada, jurando o cara de morte, ameaçando sua integridade. Gente que não consegue conceber que alguém possa não conhecer o cantor.

E assim tem sido, com todos os assuntos.

Eu aqui, neste meu bloguezinho desconhecido, quando coloco minhas opiniões, sou ameaçado, por e-mail. Gente escrevendo e ofendendo minha mãe, rogando minha morte. Imagina um cara com a exposição do Zeca.


A própria comunidade sertaneja, se manifestou de forma terrível, com as palavras do jornalista. Duplas sertanejas postando ofensas no Twitter, perguntando "quem é Zeca Camargo?". Novamente, eu digo: não preciso ser crítico de música para dizer que não gosto do que ouvi. Não preciso ser bonito para falar de beleza e nem entender de física quântica, para criticar um projeto da NASA.

Não se trata de saber, ou de entender. E sim, de gostar ou não. Não me soa bem a música sertaneja, não me soa bem, sua indumentária. Não me soa bem como a mulher é retratada nas canções, facinha na balada, bêbada... Não me agrada! E isso já é conteúdo suficiente, para que eu omita minha opinião. Imagina o Zeca, que vive neste universo...

Sejamos razoáveis... não podemos encarar o que concordamos, como liberdade e o que discordamos, como discurso de ódio. Bobagem de quem não sabe argumentar.

Os valores das pessoas estão de pernas para o ar. A maldita liberdade de expressão, na verdade, é uma ditadura disfarçada, pois a sinceridade virou ofensa e ninguém mais sabe argumentar, na base da educação, com ninguém. Esta maldita liberdade, é culpa de outra da bendita inclusão digital (uma ideia maravilhosa, de dar voz a quem jamais se manifestou). O problema que a inclusão, que trabalha para o bom comum, coloca imbecis, pessoas completamente ignorantes, violentas, com o poder de destilar suas frustrações, ódio e rancores.

Eu mesmo sou um deles. Mas, como me culpar? Eu gosto de me manifestar, dizer o que penso. Eu sonho durante o dia, escrevo as coisas que penso, e durmo, tranquilo, à noite.

Particularmente, acho que o Zeca foi muito feliz no que escreveu. E não deveria ter escrito nenhuma retratação, pedindo desculpas. A pressão popular está pressionando da forma errada. Ao invés de torrar o saco do jornalista, poderia está colocando pra fora, os políticos que roubam o Brasil e permitem que tantos inocentes morram, nas portas dos hospitais e vítimas da polícia.

Vivemos uma vida em marcha-à-ré. Os valores estão se invertendo e o errado, virando certo. É um bom caminho para uma verdadeira guerra social.

Vemos pessoas totalmente dependentes de um modelo estabelecido por esta onda virtual, nesta internet pobre, onde as pessoas perdem suas individualidades, suas personalidades. Gente triste, solitária, tendo apenas a Internet como palco.

Vemos muitos perfis sociais, que parecem os mesmos. Mulheres se vestindo de forma muito parecida e posando para fotos, com a mesma pose... é triste.

A opinião pessoal de cada um é uma coisa sagrada. Não é o espelho da verdade, pois se trata de uma percepção. E, como verdade percebida, não tira o mérito e nem validação.

Precisamos respeitar o gosto pessoal de cada um e sua livre manifestação. Pois essas pessoas que se manifestam, são assoladas por música ruim e gente sem talento, colocando, na base da marra, seu trabalho. Uma mídia muito bem paga e enfia, goela a dentro, essas coisas chatas, em nossos rádios, TVs e demais canais de entretenimento.

Veja abaixo, a crônica do Zeca, exibida em vídeo e reescrita, por mim, na íntegra:

"Muita gente estranho a comoção nacional, diante da morte trágica e repentina, do cantor Cristiano Araújo.

A surpresa maior, porém, não é o fato de ele ser tão famoso e tão desconhecido.

O Brasil, felizmente, tem um punhado de artistas, que não passam pelo radar da grande mídia, nem são um consenso popular. Mas, que levam multidões, para seus shows.

Essa é uma consequência natural do talento que temos para a música, cruzado com o tamanho, e a diversidade, do nosso território.

O que realmente surpreende, neste evento triste da semana, foi a comoção nacional.

De uma hora pra outra, na última quarta-feira (27/06/15), fãs e pessoas que não faziam ideia de quem era Cristiano Araújo, partiram pro 'abraço coletivo', como se todos nós, tivéssemos desejando uma catarse assim: um evento maior, que nos unisse pela emoção.

Nós sempre precisamos disso: grandes funerais públicos veem em si, expurgar nossas dores, como se tivessem uma 'capacidade purificadora'.

É só lembrar de despedidas que, dependendo da sua geração, ainda estão na sua memória: Cazuza, Kurt Cobain, Ayrton Senna, Mamonas Assassinas, Princesa Diana, Michael Jackson.

Mas, Cristiano Araújo? Sim! Lady Di, Mamonas, Senna, todos esses... eram, guardadas as proporções, ídolos de grande alcance.

Como, então, fomos capazes de nos seduzir emocionalmente, por uma figura, relativamente desconhecida? A resposta está... nos livros pra colorir!

Sim, eles mesmos. Os inesperados vilões do nosso cenário pop, acusados de, entre outras coisas, destacar a pobreza da atual, 'alma cultural brasileira'.

Não vale à pena discutir aqui, o verdadeiro valor desses produtos, se é que ele existe. Mas, eles vem bem a calhar, pra que a gente faça um paralelo com a ausência de fortes referências culturais, que experimentamos no momento.

A morte de Cristiano Araújo, e a quase insana cobertura de sua despedida, vestiu a carapuça de um contorno de linhas pretas, no papel branco, só esperando a tinta da emoção das pessoas, para ganhar tons e, quem sabe, um significado.

Como 'robôs coloristas', preenchemos aqueles desenhos, na ilusão que estamos criando alguma coisa. Assim como, ao nos mostrarmos abalados, com a ausência de Cristiano, acreditamos estar, de fato, comovidos, com a perda de um grande ídolo.

Todos sabemos que, não é bem assim.

O cantor, talvez, tenha morrido cedo demais, para provar que tinha potencial para se tornar uma paixão nacional, como tantos casos recentes.

Nossa canção popular é hoje, dominada, por 'revelações de uma música só', que se entregam a uma alucinada agenda de shows, para gerar um bom dinheiro, antes que a faísca desse sucesso singular, apague... sem deixar uma chama, mais duradoura.

E, nesse cenário, qualquer um pode, ainda que, por um dia, ser uma 'estrela maior'. 

Teria sido este, o caso de Cristiano Araújo?

O mais inquietante de tudo isso é que, nosso pop, não precisa ser assim.

Nossa história musical e, mesmo, o passado recente, prova que temos tudo para adorarmos ídolos de verdade. E para chorar de verdade, seja pela presença deles, no palco, ou na saudade da perda.

Mas, agora... olhando em volta, parece que não vemos nada disso.

Não precisa ser assim... Contradizendo ao famoso refrão de Tina Turner: 'we do need another hero'. Precisamos, sim, de um outro herói. De mais heróis!

Mas, está todo mundo ocupado, pintando os 'jardins secretos'...".

Perfeito!

A bostalogia da novidade constante

As redes sociais estão mudando a forma de entender o mundo... E, quanto mais você fuça, mas vê... E quanto mais você vê, menos enxerga...


Não há qualquer teoria idiota na psicologia, na filosofia ou na bostalogia, que possa explicar o rumo que estamos tomando. Tentar entender está difícil... imagina explicar.

As pessoas de minha geração estão encarando com um profundo impacto, diante desta revolução alucinante que vivemos.

A pornografia é um ponto... afinal, nunca se expôs tanto a intimidade e o sexo como agora. Principalmente a mulher nunca foi tão devassada.

Isso sempre existiu, mas vivemos tempos em que tudo parece extrapolar de forma exorbitante e isso deixa as pessoas meio doidas... é como uma droga: a pessoa fica perturbada... essas coisas mexem com o cérebro...

Todo mundo come, todo mundo caga... todo mundo dorme, todo mundo transa... Uns mais, outros, menos. Alguns, dificilmente... rsrs

Mas o corriqueiro deixou de ser corriqueiro e passou a ser visto como novidade.

Eu cago de um jeito, que eu acho que se parece com qualquer outra pessoa. É uma função obrigatória do corpo humano... Mas as pessoas não querem mais pensar que isso é fisiológico. Isso virou um evento! As pessoas querem ver, para poder comparar com o jeito que fazem.

Os smartphones, ávidos por cliques e toques, famintos por furos e novidades, insaciáveis em seu desejo de desnudar... parecem não ter limites.

Quando se alcança um limite e você acha que já viu de tudo, surge uma nova foto, um vídeo arrebatador...

As redes de mensagens curtas (twitter), de relacionamento (facebook) e vídeo (youtube) estão repletas de desafios entre as pessoas, disputas de inteligência e parece haver uma competição sinistra, de quem é o mais bizarro... quem consegue ser e fazer o mais inconcebível.

Este comportamento transforma as fronteiras em convites, derruba todo e qualquer muro, derrete os limites.

Nossos estômagos é que pagam. Nossos olhos não merecem ver.

Há inúmeros princípios, que podem explicar este gosto pelo grotesco, pelo assustador, pelo bizarro, pelo que incomoda. 

Tem gente que adora ver filme de terror e não sente nada. Dorme como um anjo. Mas tem gente que fica dias impressionado.

Tudo se define diante do poder que você dá à sua mente. Uns se liberam... outros, se travam.

A Internet nos encapsulou, de tal forma, que vivemos de estímulos constantes, incansavelmente sermos abastecidos por novidades. E isso acaba esgotando o repertório de coisas novas e o ser humano, criativo, precisa criar formar de chocar, cada vez mais... saciando esta necessidade "serotonídica".

Hoje, qualquer adolescente sabe fazer uma bomba. É só olhar uns vídeos no youtube... Assim como os meninos e meninas têm amplo e total acesso a qualquer cena de sexo... mais explícito que o mais devassador filme pornô, do meu tempo.

Acho que é por isso que o desemprego, entre os jovens, bateu todos os recordes, com 16%. Assim como a taxa de suicídios, entre a garotada, está batendo todos os recordes. Isso é crítico demais!

Nesta constante, galopante e frenética ânsia por novidades, passamos como loucas locomotivas, por cima de limites, tabus, princípios, valores. Pois, a cada volta que um ciclo dá, a velocidade aumenta mais.

Daí, a explicação por tanta coisa instantânea, em nossos dias.

Qual a bola da vez? Se você demorar meia-hora para me responder, a resposta pode ficar caduca.

Se pararmos para pensar, com calma e isenção. Acabaremos nos olhando no espelho, sem nos reconhecer. estamos (e falo de forma geral) embarcando num trem sem destino, sem piloto e num declive infinito, o que nos faz consumir adrenalina, mesmo que não tenhamos mais estômago para tanto.

Nosso organismo se acostuma e adapta e acaba sucumbindo a este rolo compressor. Nosso cérebro também é assim...

Achamos ficar mais espertos e vividos... afinal, nosso cérebro está expandindo... Mas estamos fazendo o caminho de volta. Pois nosso cérebro não consegue captar nada... diante deste tal rolo compressor, que trava nosso HD interno com tantos teras e teras de informações, por segundo.

Para onde vamos, não sei. Mas estamos evoluindo para trás. As roupas diminuem, os segredos se tornam públicos e até a mais pura intimidade está estampada na primeira página.

Hoje você sabe como o artista caga... e percebe que é exatamente igual a você. E isso te faz perder a emoção... você reage friamente, ao perceber que o outro (o artista preferido, sua mãe ou seu melhor amigo) é tão vazio e banal quanto você.

A onda agora é assistir ao vídeos de autópsia de famosos. Enquanto seus corpos mortos são preparados para o sepultamento, algum filho-de-uma-égua grava as imagens e posta nas fedorentas redes sociais, como um troféu!

Assim foi com a dançarina-funkeira Amanda Bueno, mostrando seu corpo devassado, todo cortado... e hoje, saiu, em primeira mão, o vídeo completo da autópsia do (até então desconhecido, para mim), Cristiano Ronaldo Araújo...

Como podemos explicar a necessidade mórbida de gravar a autópsia (ou a preparação do corpo para velório e enterro) de um ser humano e usar isso como postagem. Realmente eu não vejo sentido. Mas as pessoas postam até a comida que ingerem e o excremento que produzem...

E o pior de tudo é que você não admite enxergar esta banalidade-própria. Seu ego, inflado por um falso amor-próprio, jamais reconhecerá o quão comum você é... e toda aquela conversa de seus pais e seus amores, que você era especial, é mentira.

Meu conselho? Se é que isso é possível...

Saia desta vida louca da automação emocional. Selecione o que deseja ver e registrar. Se livre desta doença, que ainda tem cura e não é terminal. Não seja escravizado por curtidas e compartilhamentos. Não minta pra si mesmo...

Costumo dizer que WhatsApp não é coisa de Deus (risos). Mas o smartphone é o grande vilão... Mas não há mais como impedir sua utilização.

Não busque ser o primeiro a mostrar o ator fazendo cocô (acho que a palavra cagando é pesada demais, né?). Afinal, todo mundo faz (e uns até comem)... mas, no funo, toda bosta cheira igual.

Um viva ao Brasil-Miojo!!!


As artes e os esportes são as principais fontes de inspiração e força para que jovens saiam do estado de pobreza que lhes é imposto, pela vida.

Especificamente, a música, o futebol e as lutas, transformam (algumas vezes, da noite para o dia) jovens anônimos que vivem na linha de pobreza, ou abaixo dela, em super astros, que a mídia (muito bem paga) faz o papel de promover.

O mais curioso é que não há incentivo à prática de esportes ou grandes escolas de música e artes em geral, neste país abandonado. As figuras que despontam, ou são realmente talentosas e é inevitável segurá-las, ou são plantadas por um talento fabricado, imposto por algum poder econômico.

Imagina se tivéssemos um real incentivo à prática de esportes e arte, em geral. Quantos muitos talentos não despontariam? Mas nossa realidade é infinitamente distante de qualquer plano que aponte nesta direção.

O brasileiro gosta de gente pobre, que desponta para o sucesso. Nosso povo enxerga a si mesmo quando um big brother da vida, pobrezinho disputa o prêmio, para comprar a casinha da mãe... acaba ganhando dinheiro para comprar dez dessas casas, por mês.

Fabricar celebridades instantâneas, parece ser a especialidade e principal vocação desta realidade que vivemos. Voltemeia, aparece alguém de real valor e talento natural...

Ah... outra fonte poderosa de fabricação de celebridades-cometa, é ter uma bela bunda. E nem precisa nenhum outro talento.

Nossa educação está desmoralizada e a gestão atual de nosso sistema de ensino, cada vez mais falida, humilhada, subjugada e pisoteada pela total desatenção, de nossos governantes.

Bla bla bla... lugar comum, até então. Afinal, quem não sabe que nossa educação é de péssima qualidade? Logo ela, que deveria formar as pessoas de sucesso, de nosso país.

Ontem faleceu o cantor sertanejo Cristiano Araújo que, me desculpe quem gosta, de todo coração, mas nunca tinha ouvido falar. Um jovem. Um garoto... parecia um grande nome da música, pela repercussão que teve a cobertura de sua partida.

Mais uma vida humana se foi, nas estradas brasileiras... na verdade, mais duas, pois ele estava com a namorada. Mais uma entre tantas e tantas...

Toda mídia paralisou-se a falar da trajetória desse artista, causando a tal comoção nacional, a meu ver, pasteurizada, como tudo parece ser, em nosso país, nos últimos tempos.

É assustador perceber como estamos empobrecendo, em todos os sentidos.

Absolutamente nada contra o cantor. Afinal, se eu não o conheço, a culpa é minha, de não suportar música sertaneja, apesar de tocá-la, nas festas e no YouTube... Nem posso dizer que o cara era bom ou não... já que eu nunca ouvi nada dele...

A fórmula é tão simples... educação. Uma educação de baixa qualidade já dá uma personalidade ao país. Não precisamos evoluir da péssima para ótima educação. Podemos subir degrau a degrau...

Ontem, eu conversei com um jovem de 21 anos que mal sabia escrever. O cara pôs três frases num papel e errou 20% do que escreveu... é de matar a alma...

Ao invés de subir degraus, aos pouquinhos, na humildade... parece que estamos descendo a ladeira, sem freio, como numa montanha-russa... e ainda nos divertindo com isso.

A cada dia, caminhamos para a abreviação, para o atalho. E esta necessidade de velocidade nos faz ganhar tempo, mas nos rouba o que há de mais preciso: o prazer de realizar, bem feito. O trabalho suado, a missão cumprida.

É como ter vontade e um sonho de comer macarronada, com tudo que tem direito e, chegar em casa e preparar um macarrão instantâneo, só para encher a barriga.

Nada disso é novidade pra ninguém. E esta é a pior parte.

Pobres de nós....

Tal filho, tal pai... a inversão do exemplo

Uma parte de nossos jovens, diante da falta de rumo, justificam seus fracassos no insucesso de seus pais... seguindo os exemplos errados, numa leitura completamente equivocada sobre a vida.


Excesso de rebeldia? Incapacidade de educação dos pais? O fato é muitos jovens optam por seguir caminhos incertos, não admitindo a interferência de seus pais, na correção de rumos. "Se você não conseguiu, por que eu tenho de tentar fazer?"

Noutro dia, eu estava na fila da padaria e, atrás de mim, estava uma senhora (com seus 40 anos) e uma menina, aparentando uns 13. Não tive como não ouvir, já que as duas pareciam ter uma discussão sobre a vida.

Numa hora, a mãe (parecia ser a mãe) disse: Carolina, você não vai e pronto! Será que você não consegue seguir os bons exemplos?

Na mesma hora, a menina, que aparentava a idade de meu filho, disse à senhora: "que exemplo, o seu? Você só fez besteiras na vida e agora está me pagando lição de moral? Te enxerga!".

A conversa continuou... tensa! E a mãe disse que a filha precisava estudar. Que era hora de estudar. E a menina, como se empunhasse uma raquete, na mesma hora rebateu, dizendo que ela (a mãe) não tinha estudado e conseguia sustentar a filha, pois é o pai dela quem paga tudo... pra que ela teria de estudar?

Não tive como não virar pra trás e olhar para a menina. Foi impossível não ouvir aquilo e quase impossível resistir a dizer algo.

A mulher ficou muda, após a menina falar aquilo.

Me lembrei de uma outra coisa que presenciei há um tempo, onde a mãe chamou o namorado da filha de feio... e a filha na mesma hora, refutou, dizendo que ela tinha um grande mau gosto, pois meu pai é feio. Na verdade, muito feio (palavras dela).

O que são bons exemplos?

Os pais, dos dias de hoje, enfrentam uma dificuldade muito grande em orientar seus filhos. Por vários motivos.

É notadamente claro que o nível de educação sobe, a cada geração. Meus pais, por exemplo, não chegaram muito longe nos estudos. E esta não é uma exclusividade minha. Os pais de muitos de meus amigos seguiram o mesmo caminho. As realidades eram outras. O Brasil tinha (ainda tem) uma educação precária, com mínimos incentivos acadêmicos.

Imagina se eu, no alto dos meus 13 anos, respondo à minha mãe que não vou estudar, pois ela não estudou, na minha idade. Levava uma bifa no meio da fuça, tenho certeza.

Uma grande parte desta garotada está se apoiando nas fendas não bem sucedidas da história de seus pais, para poderem embasar suas decisões, hoje.

Quer dizer: se minha mãe fez escolhas erradas e está viva e feliz, eu posso fazer também, as escolhas ruins, que não ficarei tão mal. Afinal, meus pais me criaram naquelas condições.

É uma forma completamente distorcida de agira, pensar. É quase um crime contra os próprios educadores, os pais. Uma maldade sem limite. Elas jogam na cara de seus pais as bobagens e erros que cometeram, sem o menor remorso.

Meus pais criticam a beleza de minha namorada, mas eu digo para que se olhem no espelho, já que não são bonitos. Que forma de pensar mais cruel. É como se houvesse uma transferência de responsabilidade de decisões, onde o jovem se exime de culpa, por apoiar-se na experiência de seus pais. Como um álibi, um avalista.

É notadamente claro que grande parte da juventude está perdida. Cada um seguindo sua tribo, se apoiando no exemplo dos colegas. Um se apoia no outro e ninguém sabe o que está fazendo... pois, de acordo com este pensamento, a responsabilidade de sucesso ficou em segundo plano, já que seus pais também não tiveram sucesso na vida.

Minha mãe sempre fumou. Mas fumar é prejudicial, por inúmeros motivos. O que eu aprendi é que devemos evoluir... e, neste caso, como sei das consequências de fumar, pois vi, a vida inteira, os prejuízos do tabagismo, fazer o oposto. Usar o exemplo, para crescer e não copiá-lo, para me eximir de culpas.

O que uma parte dos jovens de hoje fazem, é fumar muito e quando os dentes caírem, os pais não podem falar nada, pois também não tem os dentes, por conta do cigarro.

Esta falta de rumo que parte da garotada experimenta, se dá por terem se invertido as responsabilidades de educação. Hoje, muitos pais transferem às escolas a responsabilidade da educação imediata, quando deveriam aprender em casa e a escola servir como complemento.

Como a família transfere à escola e a escola não tem condições de abraçar esta responsabilidade, é nas ruas que a educação da criançada vem acontecendo. Logo, os pais perdem contato com seus filhos, pois a vida difícil que tiveram logo perde credenciais para um status de orientador, de educador.

Os filhos preferem (e se sentem mais seguros) em aprender as coisas na rua. Afinal, estão todos no mesmo barco. Só que não fazem ideia que este é o pior dos barcos, pois seu casco é fino demais e a tendência é afundar, quando se mais precisará dele.

O fato é que a garotada está levantando a voz, cada vez mais alto e elegeu seus pais e responsáveis como algozes... desmerecendo, completamente, todo o esforço e sacrifício que fizeram e fazem para sua educação, bem estar e felicidade.

Todos envelhecem, quando tem oportunidade. E os que mais velhos ficarem, um dia reconhecerão as burradas que fizerem, enquanto jovens. E este castigo, de dar o braço a torcer e se desculpar, pode ser tarde demais.

Numa inversão completa dos valores, os exemplos dos pais viram poeira e as ações dos filhos, sem embasam no fracasso de seus responsáveis. Ao invés do tal pai, tal filho... o filho está avalizado pelo fracasso do pai. Pois se errar, ele também errou. Minimizando sua culpa...