A cristalização dos corações


"É lastimável...
Nunca antes, na história deste país, na jovem democracia, tivemos uma discussão política tão acalorada, intensa e apaixonada, às vésperas de uma eleição presidencial. Nunca fomos tão aguerridos, tão militantes... onde defendemos 'nossa opinião' com tanto fervor..
Mas, ao mesmo tempo (engraçado e, até paradoxalmente), nunca fomos tão vazios, bizarros, intransigentes, estúpidos, desinformados e egoístas, na busca por esta defesa, quase insana."

Realmente, as redes sociais, a cada dia, sob todos os aspectos e assuntos, me mostram que o mundo parte, no fundo, para uma guerra de pequenos egos inflados, com micro-batalhas entre pessoas (ou seus arremedos) que buscam aliados, para agrupar-se, diante da montanha de informações... Pessoas solitárias em busca de visibilidade, fortalecimento, como se gritassem: 'socorro, me tire desta solidão corrosiva!'". Tudo virou motivo de de embate, de medição de forças.

Neste mundo solitário, onde propaga-se o amor, acima de qualquer coisa (amor próprio, ao próximo, à natureza, aos bichos), onde se propaga o desapego, o culto ao corpo, à boa alimentação... quanto mais nos dividimos, mais nos fundimos, como se fôssemos parte de um muro, como se fôssemos tijolos, compondo uma construção, empilhados, sem cimento, sem a liga. Qualquer vento nos derruba. Quanto mais parecemos fortes, mais fracos ficamos. E somos!

E o mais curioso de tudo é que, quanto mais nos informamos, menos sabemos das coisas. Quanto mais informados, menos cultos ficamos... quanto mais lemos, mais desaprendemos, quanto mais gritamos, menos somos ouvidos e, por fim, quanto mais 'amigos', mais solitários somos. Aos poucos, consolida-se este conceito contraditório e muito triste.


Sou, e sempre serei um crítico ao 'novo mundo', com comportamentos, acima de tudo, egoístas, pouco generosos (ou nada generosos). Impera, neste mundo atual, o make up, o bom espelho, a aparência. Você diz o que pensa, mas apenas para satisfazer um grupo, marcar posição... mesmo que o que pensa, de verdade, seja antagônico ao que diz. Nunca, o coração e a boca foram tão separados.

Neste mundo de falsa ostentação, casa do consumismo irracional, pessoas querem seu lugar ao sol e buscam aceitação pelo que possuem. Vivem a informar aos 'amigos' aquilo que possuem, o que conquistaram, para onde foram e até o que comeram no almoço.

Neste mundo de toques cada vez mais interesseiros, corações não se reconhecem mais. Os olhares mudaram de foco e os gostos, os desejos foram substituídos por uma fome intensa, de não se sabe o que.

Hoje, neste mundo, quanto menos nos gostamos (de nossa cara, nosso peso, nosso emprego, nossa vida) mais queremos dizer o contrário. E começamos esta mentira deslavada, mentindo a nós mesmos.

Nossa vida virou uma estante de porta-retratos falsos, daquilo que esquecemos que somos (ou fomos). Nunca fomos tão vazios, interesseiros e perversos. E a primeira (e maior) de todas as nossas vítimas, somos nós mesmos!

Acordem. Pensem na mudança a partir do coração de cada um. Olhemos para nós mesmos, para o que nos transformamos e comparemos ao que fomos, quanto éramos felizes, solidários. A autopropaganda nos desintegra, a cada dia.

Você não é o que posta, o que compartilha. Este seu eu é uma mentira deslavada, é seu grito mudo, de socorro. É sua tentativa desesperada de ser visto, acompanhado. É a falsa sensação de ser cuidado, amparado.

Realmente, viver em rede social (e porque não dizer, em sociedade) está cada vez mais insalubre, onde sorrisos artificiais, tapinha nas costas e falsos amigos estão por toda parte. E a escala sobe, a cada dia. A cada novo dia, uma decepção... até que nos anestesiamos, diante dos dissabores, do fel e da amargura.

Passamos a refletir o que nosso corpo e mente consomem... e mais vazios vamos ficamos. Estamos dispostos a tudo para mantermos a última palavra, a voz mais alta e nossa aparente força. Caso contrário, qualquer pequena divergência, seja lá em que assunto for, pode fazer desmoronar o muro que nos protege, a casa que nos abriga. 

As amizades que cultivamos a vida toda, no mundo offline, agora se desfazem, num simples sopro, uma mera discordância. Tudo se quebra por nada.


Estamos nos cristalizando, mas eu não me refiro ao cristal, valoroso, banhado de beleza, suavidade. Somos o cristal nascido da lágrima, do secar e enrijecer do sangue. Este cristal de nada serve, é o resultado de nosso empobrecimento que, ao quebrar, vira poeira e não deixa marca no mundo... que pode ser varrido em pequenos golpes, para a lata de lixo mais próxima.

Caminhamos numa estrada que nos levará a nosso próprio fim.
O bom senso morreu, faz tempo.
R.i.P.

A um palmo do nariz


Nesses tempos de amor e ódio entre as pessoas, às vésperas das eleições presidenciais, venho percebendo o grau de agressividade e profunda intolerância entre as pessoas.

Na minha visão, o que até virou um lugar comum, diante de tanta militância, discussões fervorosas, intransigência, alta sensibilidade e enorme preconceitos, as pessoas nunca estiveram tão sozinhas e sem muito  para fazer, já que dedicam seus preciosos tempos a questões sem aparente solução.

Hoje, vivemos a era do "marcar posição". As pessoas tem suas opiniões, fruto ou não de seus ideais (pois há a modinha) e não estão nada dispostas a mudar de opinião... mas querem, porque querem fazer o outro mudar.

Haja solidão para bancar tanta energia desperdiçada.

As pessoas, de forma geral, sozinhas como nunca estiveram, vivem a vida a caçar a felicidade, mesmo que seja a unha, na marra. Vivem batendo em seus peitos, berrando que se amam e, tanto amor dedicado a si mesmo é amor nenhum (ou muito pouco) dedicado aos outros...

A felicidade não é algo que se busca, ou se corre atrás. Ela está por toda parte. Não devemos procurá-la. Descobri, na prática, que basta fazermos nossa parte no mundo: sermos honestos, gentis, trabalhadores... que a felicidade nos encontra.

Devemos cuidar bem daqueles que precisam de nós, usar o coração... na vida, no trabalho, no amor...


E, nesses tempos de tanta solidão, da verdadeira zumbilândia do amor, aliados aos tempos de grande violência urbana e alta tecnologia, vemos criar (e crescer exponencialmente) o cenário perfeito para a proliferação dos aplicativos... principalmente, aqueles que te dão a possibilidade de encontrar um amor, ou sua metade, ou mesmo uma paquera, para te fazer companhia.

Imagine uma balada. Por mais que você seja interessante, atraente e popular, não consegue conversar com o volume de pessoas que acha nas tais redes, nos apps do amor. Numa noite silenciosa, em plena segunda-feira, você pode conversar com números surpreendentes de pessoas (mulheres ou homens)... e, a cada nova conversa, toda aquela ladainha, tendo que dizer, de onde você é, quantos filhos tem, o que busca... e por aí vai...

Ao mesmo tempo que é chato, é viciante e, sem perceber, você começa a ficar escravo desta 'nova' forma de paquerar. Conheço gente que passou a usar seu referencial de popularidade de acordo com os tipos de fotos que posta e das respostas e comentários que recebe...

Acaba sendo chato. Tudo está mudando... comportamento, reações e até objetivos...

Sabe... chega uma hora que fica chato se descrever... falar daquelas qualidades que todos parecem ter... Ser normal virou diferencial. Ser romântico virou brega, e gentil, passou a ser sinônimo de otário. Sinceridade demais é grosseria e a verdade virou apenas um ponto de vista.

Imagina só... Não quero passar pela vida me descrevendo e tentando dizer às pessoas quem eu sou, ou como sou... quero me deixar conhecer, inteiro. Mas, para me deixar, preciso gostar. Caso não goste, a conversa nem começa... e isso tornou as coisas extremamente dinâmicas e, consequentemente, superficiais.

A pior coisa que se pode fazer num ambiente como este, é gerar expectativa em alguém, apenas por ser gentil, educado. Assim como existe homem sem noção, tem muita mulher sem um pingo de discernimento.

A solidão está transformando as pessoas em cheques sem fundos. Muitos dão o que não tem... e prometem o que nunca viram na vida, em troca de um pouco de esperança. 

Quando a conexão acontece, a maioria das pessoas parece não mais querer o que valorizo muito, que é o que eu chamo de "bate-bola", se deixar rolar, levar, trocar. Parece que querem, somente, obter. Querem entrar na jogada para ganhar, de preferencia, com lucro rápido. E com pouco investimento, querem dar pouco de si. Tá difícil...

A paciência de uma amizade já não mais existe. Imagina para um amor?

Este é mais um daqueles aplicativos, onde você se põe numa vitrine, e as pessoas passam os olhos, em busca de encontrar as respostas que sempre buscam. Mas que, dificilmente encontrarão, já que não sabem as perguntas... ou o que que querem,  de verdade.

As pessoas que parecem ver as outras, da mesma forma que olham árvores, numa estrada, num carro em alta velocidade. E, dificilmente encontrarão frutos, não verão e nem encontrarão raízes fortes, folhas brilhantes.

E se, por acaso, encontrarem algo que suspeite ser frutífero, e ja pronto para consumir, entram logo com suas moto-serras, prontas para ação.

Não quero parecer que estou na gôndola de um supermercado. Não quero ser posto num carrinho, não quero fazer parte de colecionadoras de mensagens, de fãs, de cliques. Quero algo bem mais além do que é superficial.

Vivemos a vida, com corações batendo, quentes, esperançosos. Merecemos bem mais que isso.

Entre espelhos e escolhas


Não sou muito de falar de política. Apesar de entender que é essencial à sobrevivência, neste formato de sociedade que vivemos. A política é o meio termo, o entendimento entre os quereres, os interesses. A política deveria funcionar como a justiça, onde todo mundo ganha, todo mundo perde, junto... mas que, precisa existir a sensação de justiça feita.

Como a Marina Silva se referiu muito bem, em seu pronunciamento de adesão e apoio à candidatura do Aécio Neves, para presidência, neste segundo turno: "é o ganhar, ganhando.". Mas a gente também pode ganhar perdendo e perder ganhando... tudo depende da ótica que se projeta.

Acho que esta campanha presidencial, de lado a lado, é repleta de lacunas, onde eu vejo e ouço todo tipo de opiniões, mas procuro me manter quieto, diante do alvoroço criado entre os que apoiam Dilma Rousseff ou Aécio Neves.

Ficou claro, no Brasil, pelo menos para mim, que apoiar um ou outro, incrementou a ruptura entre as pessoas. Fazendo uma rápida avaliação do mapa eleitoral do Brasil, exceto uma ou outra destoada, que a parte centro-sul do Brasil apóia um e a centro-norte, apóia o outro.

Lendo toda esta repercussão do resultado do primeiro turno, pelas redes sociais, ou pela mídia, a gente vê, claramente aqueles que se sentem beneficiados e votam pela manutenção da vida como está; e daqueles que querem mudança...

Mudança é absolutamente necessário haver no Brasil, seja lá quais forem os resultados das urnas eletrônicas, que devem espelhar o desejo dos mais de 140 milhões de eleitores neste país. A tomar pelas pesquisas eleitorais, perto da metade deste número será contrária ao resultado, seja lá qual for.

Esses percentuais, que vem se desenhando, vencendo PSDB ou PT, mostram que o povo anseia por mudanças, mesmo com a presidente Dilma sendo eleita, por exemplo. O modelo atual de gestão da economia está ultrapassado, vulnerável... há de se redefinir, de forma muito austera o tal tripé macro-econômico, entre outras tantas ações macro e micro, a fim de segurar o consumo e reequilibrar as finanças internas, passando por uma profunda reforma do sistema tributário.

Dilma sendo eleita precisará trocar o Ministro da Fazenda, que parece estagnado de novas soluções e turrão demais para admitir os erros cometidos.

Por outro lado, a escolha do ex-ministro Armínio fraga, pelo PSBD é temerosa, por grande parte da população. Não por entender de economia, mas por temer que seu estilo frio de gerir a economia, traz lembranças ao povo. Suas ideias, pelo menos as divulgadas, até o momento, mostram um choque que pode ser perigoso aos rumos da micro-economia. Enfim...

Mas... diante desta, que para muitos, pode parecer 'encheção de linguiça', vejo que, apesar da extrema necessidade de mudança de postura, do ponto de vista da economia do país, diante dos dilemas e demandas que o mundo globalizado nos impõe, é no povo que o presidente precisa pensar.

Óbvio que as políticas econômicas nos afetam em cada decisão. Mas o povo deve se sentir parte deste processo, e não refém dele.

Comecei a trabalhar em meados da década de 80 (já são quase 30 anos na estrada) e pude viver as agruras e dissabores de diversos planos econômicos e muitas tentativas de equilibrar a economia do país. A cada decisão, meu bolso era mexido, invadido, como se eu não pudesse ter controle sobre isso. Me senti roubado, explorado por aquele que deveria cuidar de mim, o governo.

Aí, em meados da década seguinte, enfim, o país parece ter tomado um rumo mais definitivo, equilibrando os indicadores e as finanças do povo, que passou a dormir mais tranquilo, diante de uma sensação de maior solidez. Nada como a estabilidade para nos fazer dormir bem.

O problema é que, mesmo diante de tantas boas novidades, a sensação, no país ainda era aquela que o povo não participava, apesar de ter sido muito beneficiado pelas novas políticas e gestão econômicas. As decisões eram tomadas e o povo parecia embarcado num navio e, de acordo com as condições do tempo, eram vitimados pela força das ondas, numa tempestade, em pleno alto-mar. Mas também curtiam as benesses de um mar calmo, tranquilo e convidativo ao mergulho, à pescaria...

O PSDB carrega (e carregará) o estigma de ter 'vendido o Brasil', por conta da privatização dos mais variados segmentos, em busca de dar agilidade e competitividade ao sistema elétrico, de comunicação do país... Mas, todo este processo navegou em situações que, até hoje, não são bem claras ao povo. A sensação popular é que o erário brasileiro foi muito prejudicado e nossas riquezas foram vendidas a preço de banana e, pior, engordaram contas bancárias pessoais, em muitos níveis de governo.

Quando, em 2002 a bandeira tremulante, ao lado da brasileira, mudou de cor uma nova esperança pairou nos céus do Brasil, com a chegada de um presidente parte do povo. Um cara que já tinha vivido de tudo, que tinha passado fome e etc. A parte azul do Brasil torceu o nariz, com medo, sei lá do que...

De lá pra cá, a gente sabe bem como a coisa se deu. Uma parte expressiva da população passou a ter acesso ao que jamais sonharam antes e isso deu uma nova visibilidade ao país, com planos voltados à extinção da pobreza extrema... se conseguiu ou não, existem correntes que falam de tudo.

Eu vejo este momento como muito claro e, para mim, não há qualquer dificuldade (ou problema) em me posicionar. O problema é que as pessoas estão confundindo tudo, estigmatizando as relações e as baseando nas escolhas que temos tomado. Está bem claro: se você vota no Aécio, seja porque odeia o PT ou realmente goste do ex governador de Minas, você tem uma cara; mas, se vota na Dilma, a cara muda e você passa a ser visto como conivente com a corrupção e até burro, em casos mais extremos.

Tenho acompanhando noticiário, vejo todos os debates e a dinâmica das coisas, nas redes sociais, e tenho visto uma clara ruptura entre os dois conceitos. Tenho visto gente radical, fervorosa, aflorando as coisas que mais temos odiado, neste fase de modismos instantâneos, deste mundo novo...

Pessoas que praticam, com voracidade, um preconceito irracional (como seu houvesse algum racional) contra quem vota em A ou B. tenho amigos, que idolatram ambas candidaturas, sem ao menos, saber dizer o porquê de suas escolhas.

Vejo adolescentes e jovens engajados na política, defendendo Aécio, sem ter a menor ideia dos motivos, mas acompanhando um modismo perigoso de apologia anti-PT; assim como tenho visto pessoas defendendo Dilma e destilando verdadeiras maldades naqueles que votam no tucano.

Minha posição é muito simples e bem clara, diante deste turbilhão de emoções, mais parecendo final de copa do mundo, ou uma final entre Flamengo x Vasco, já que a paixão irracional, que reflete a defesa de A ou B, beira o ridículo, já que as pessoas parecem não saber o que querem, mas terem em mente, de forma bem clara, aquilo que não querem.

Nesta posição, em olho no espelho. Eu vejo a minha vida hoje e a comparo com meus dias, há quinze anos atrás. Vejo minha empregabilidade, minha capacidade de poupança, minha estabilidade econômica...

É claro que a saúde do Brasil é um indicador importantíssimo. É vital para o país ter uma política econômica saudável. Mas é vital que esta política e postura se reflitam no meu bolso... que eu possa ver as ações governamentais afetar minha vida, diretamente...

Como coloquei aqui, antes, no texto: "Sou um "classe C", e caindo pelas tabelas", disse que jamais votaria no Aécio Neves... e minha posição não mudou. Ao contrário, ela se fortaleceu. Vejo o candidato tucano como a última aposta da falida política do PSDB e seu plano de retomar o poder. Aécio não é exemplo de retidão, nem aqui, e nem em lugar nenhum. Assim como não voto no Aécio, não voto no PSDB nem que a vaca tussa.

É muito simples. Eu vivi, ativamente, as consequências da economia da era tucana, no meu próprio bolso. E, a rigor, sendo frio e superficial, vejo que minha vida é bem melhor nos últimos dez anos, do que jamais foi, em toda minha história.

Pode parecer idiota e superficialmente banal a minha forma de escolha... Mas, diante de tanta corrupção, de ambos, PT e PSDB, prefiro deixar as coisas como estão e torcer para uma mudança drástica de postura dos governantes, com a troca do ministro da fazenda, por exemplo, uma maior ação de controle da inflação e uma profunda reforma política e tributária.

Não tenho certeza se Dilma Rousseff terá este posicionamento. possivelmente não, diante do que já vem demonstrando. Mas eu tenho certeza que o PSDB, com sua forma de governo, usará o sacrifício do povo como moeda de troca de qualquer que seja a reforma.

Como eu venho dizendo, nos meus últimos posicionamentos, voto é secreto e opinião e que nem bunda (cada um tem a sua). E rogo pela compreensão das pessoas em entender o sagrado poder da escolha. Respeitando isso, já fico muito feliz.

Eu voto Dilma! E, caso o Aécio ganhe as eleições, que Deus possa dar a ele o juízo que jamais (exceto nos dias de hoje) teve.

Tudo parece indefinido e qualquer resultado pode acontecer. Não acredito em pesquisas eleitorais, pois as metodologias estão ultrapassadas, as formas de coleta de dados estão em franca dissonância.

Eu acredito no que penso e quero o bem do meu bolso, da minha família e do meu país. Que possamos respirar dias cada vez melhores, com A ou B na presidência. E sejamos menos idiotas e estudemos melhor as informações, para uma escolha mais responsável.

No fundo, no fundo... lá no fundinho... Dilma e Aécio, PT ou PSDB são equivalentes. Pessoas em busca do poder... que são capazes de mentir, manipular, denegrir, prejudicar quem for, ou que causa for, em nome de sua sede de poder.

O Brasil precisa mesmo de mudanças. Mas a mudança não necessariamente passa por uma troca de presidente, de partidos. Ela pode vir de uma nova postura, com novas ideias e programas, de preferência, favorecendo aqueles que mais precisam, aqueles que nós, que temos uma casa, um computador e tempo livre para ficar o dia todo nas redes sociais enchendo o saco de todo mundo, nem fazemos ideias...

O vídeo abaixo mostra como o PSDB procurou "alertar" o eleitorado, às vésperas da eleição de 2002...



Que a nova gestão, possa ajudar e favorecer aqueles que começam a ver suas vidas florescer, conquistando seu espaço numa sociedade cada vez mais seletiva, cruel e preconceituosa.