Tão longe, tão perto... E, tão perto, mas tão longe...

Este é um baú de pensamentos, sentimentos... de observação do mundo, da vida cotidiana. Não é um espaço para choradeira ou mimimi. 
Mas, vez ou outra, é legal expor sentimentos íntimos, desejos ocultos e conclusões pessoais, pra variar...



Estou vivendo os momentos mais difíceis da minha vida. De repente, me vi numa situação, onde estou complemente sozinho e dependendo, única e exclusivamente, de minhas próprias forças. Para cuidar de um ente querido e não deixá-la só (pois ela não tem a mais ninguém, na prática), tive de tomar algumas decisões difíceis e, obviamente, com desdobramentos, impactos e consequências a curto e médio prazos, em mim.

Tive de optar o que fazer, diante de uma pressão enorme, urgente e única, em minha vida.

Justo eu, um desengonçado que não sabe cuidar de ninguém, da forma como estou cuidando. Um cara que não lida bem com cozinha. Um "executivo" sem tempo para limpar o cocô alheio, fazer comida balanceada, dar remédios na boca (e na hora certa) e ensinar a fazer as coisas mais básicas, de novo...

Fruto de desorganização familiar, desagregação... o que for. O fato é que a vida me colocou diante deste desafio, sem opções ou escolhas. Não tinha como contar com ninguém da família, pois (por motivos pessoais) não dá pra falar, ou contratar alguém para tomar conta da casa (no mundo de hoje, é complicado colocar em desconhecido, com acesso a tudo, dentro de casa)...

Tive de ser firme e corajoso para parar com minhas atividades e rotinas, e me dedicar a esta "missão" (gostando ou não)...

Mas não me senti intimidado pela obrigação ou aceitei a coisa a contragosto. Eu topei, encarei, de peito aberto, este desafio. E não estou reclamando... na verdade, hoje, me sinto muito orgulhoso de mim mesmo, pelo "trabalho" que estou fazendo.

Com tantas escolhas difíceis, a vida ficou de pernas pro ar. Mudei o enfoque da minha carreira, do meu trabalho e inventei um paliativo para tentar pagar as contas e estou me buscando o equilíbrio, na corda bamba... morrendo de medo de cair.

Muitos dos amigos sabem deste problema, desta fase da minha vida. Mas, outros, que não são (ou estão) tão próximos, não fazem ideia do que está rolando...

As pessoas (parentes e amigos) são fundamentais neste momento, para qualquer ser humano. É nesta hora tão difícil, tão estressante, que você precisa de gente por perto. Não para pegar no pesado contigo, ou ajudar... mas, simplesmente, estar ali... umas estão perto, outras, não consigo mais ver, nem com luneta.

As coisas estão se aprumando. Ela, aos poucos, vai recobrando a saúde, os movimentos, as atividades (mesmo à meia-boca). E este é um sinal que tudo está se estabilizando, e a sensação de alívio começa a ser vista no horizonte...

Meus irmãos, uma decepção sem fim. Nem tenho palavras. Esses, além de estarem longe, muito longe, estão ausentes, sem notícias... E meus amigos... Uns estão perto, e outros... nem tanto, quase nada ou absolutamente coisa nenhuma. Mas este pensamento não é uma cobrança... é só um desabafo daqueles ridículos, que você vê na fétida "internet social", onde cada um se expõe, se mostra e busca atenção.

Tão longe, tão perto... pessoas que, geograficamente, estão muito distantes... mas que, por seu comportamento tão cuidadoso e delicado, e por sua atenção e preocupação, aquecem tanto o coração, que parecem coladas a nós.

Pessoas assim, nos enchem de esperanças, por sabermos, simplesmente, que estão ali. Não que irão te segurar, ou ajudar presencialmente ou materialmente. Nada disso... mas pelo carinho e uma atitude do simples "ouvir", que é grande coisa!!!

Assim é o Gabriel, o meu filho... que, muito mais que o laço de sangue que nos une, há uma amizade infinita e compreensão inesgotável. Uma pessoa como ele, terá muito sucesso na vida. Não pelo enfoque material, consequência de uma vida reta, limpa e linda. Mas pelo tamanho de seu coração e bondade, que se permite compreender o incompreensível.

Assim também é a Silvia, minha sobrinha, que está, nem sei onde, em outro continente, no corre-corre de seu mestrado... mas que tenho vontade de abraçar e dizer muitos "obrigados", todos os dias, por sua atenção, carinho, maturidade e gentileza.

Me surpreende que, com tantos afazeres e na dinâmica de sua vida atual, ainda tenha tempo para tanto cuidado. Surpreende e emociona, pois aquela pequena risonha, de ontem, se transforma numa pessoa madura e com uma generosidade revigorante!

Me surpreendo com a dedicação e carinho da Debora, que se despenca de outra cidade, nos fins de semana, para me ajudar, nos alguns pequenos e novos pepinos, que estou aprendendo a lidar... Uma ajuda livre de qualquer outro interesse ou objetivo. Uma coisa de coração limpo demais... como não amá-la?

Mas, nem tudo é perfume, flor ou cor... pois, para cada ponto, há um (ou mais) contraponto...

Ninguém precisa aturar ninguém. Não existe regra, no mundo, que obrigue a alguém amparar o outro, seja sob quaisquer pontos de vista. Nem um filho a seu pai... quiçá um amigo, ou conhecido.

Muitos, envolvidos no emaranhado de suas vidas, ocupados até o pescoço, amarrados ao relógio e amparados pela falta de tempo dos dias atuais, se escondem nas folhagens de seus afazeres e fingem não ver o que se passa, diante de seus narizes.

Outros, até conseguem enxergar os dramas alheios, mas se sentem num momento de vida pouco inspirador a dar uma mísera palavra de apoio, ou mostrar, de alguma forma, que estão ali... e se afugentam, para que não se sintam obrigados a ter de atender a qualquer demanda.

Existem pessoas pobres. Não pelo pouco dinheiro que, eventualmente, possuem (ou dizem possuir)... mas pobres de espírito, de generosidade emocional. Pessoas que mal seguram o pouco que têm, que veem como invisíveis aqueles que delas precisam.

Este egoísmo é muito comum, nos dias de hoje. Vemos, a todo tempo, isso acontecer...

Tão perto, tão longe...

Há aqueles que estão tão perto de você, que chegam a esbarrar, a todo tempo, em cada curva da vida, tropeçam em você, em cada esquina. Pessoas que se fazem presentes pelo barulho de seus sapatos, ao andar. Elas estão geograficamente tão perto, que o convívio gera em você a expectativa de ser segurado, caso venha a tropeçar.

Esta expectativa se forma quase por obrigação. Afinal, somos todos pedaços de carne ambulantes, que iremos para o mesmo lugar após nossos corações pararem de bater. Aqui, de passagem por este mundo repleto de delícias e delírios... de coisas boas e ruins. 

Gerar expectativa no outro é inevitável, até pelo carinho que você nutre por ela, pelo convívio, pela história, e também pela torcida silenciosa, interior de ver as relações crescerem, nos momentos difíceis.

Essas pessoas que você gosta muito e aprendeu, do seu jeito, a gostar, são as que mais te decepcionam, nas piores horas.

Ontem, ao caminhar para casa, encontrei um amigo. Ele viu, pela minha cara, que havia algo errado, e perguntou, interessado, o que se passava. Sem entrar em detalhes, contei o que estava rolando e ele, após eu falar, ofereceu toda e qualquer ajuda. "- Edu, o que precisar, conte comigo!"

Eu, que já conheço este tipo de oferta, cutuquei: "- Cara, eu preciso de você sim. Preciso de sua ajuda agora!" (e inventei uma bobagem qualquer)... ele fez uma cara esquisita e disse que: "- Caramba... "agora não dá", pois eu estou indo fazer uma coisa muito importante." Mas que, para qualquer outra coisa, ou momento, ele estará ao dispor.

As pessoas são assim: se colocam ao dispor para fazer média, para ficarem bem na foto, na sua grande maioria. Eu já sei disso. Não é surpresa. Mas eu não suporto este tipo de atitude... parece que subestimam minha inteligência (ou bom senso). E a decepção aumenta, com a proximidade que estas pessoas têm de você.

Gente que finge estar por perto... mas que está tão longe que nem uma espaçonave consegue alcançar.

É interessante quando você esbarra com elas, ombro a ombro, por esta proximidade física inevitável... e as observa distantes (e pior), alheias ao que você vive. É de cortar a alma e esmagar o coração. Tanto discurso solidário... e tanto desdém, na prática. Isso me enjoa.

Ser tratado com indiferença ao momento delicado que vive, pelas pessoas que você mais gosta e tem por perto, é a maior das decepções da vida. É a constatação e prova cabal que você deu demais à pessoa errada. Já que ela (ou elas), por te conhecer (em) tão bem, teria (m) até uma "obrigação moral" de, pelo menos, estender a mão.

Mas, como eu disse, ninguém é obrigado a aturar, ajudar, amparar ou ouvir ninguém. E este manifesto não é uma cobrança. De jeito nenhum! Mas é a demonstração que eu já sei quem são, na verdade.

O mundo gira... e em sua sábia circunferência, os pólos irão se inverter, os tempos irão mudar... Como eu sempre digo: as coisas mudam e eu vou me levantar. Hoje pareço sem controle, fraco, frágil. Mas estou me fortalecendo em minhas certezas e aguçando meus sentidos, observando quem se afasta, quem se afastou.

Para essas pessoas, aqueles que têm problemas são como leprosos. Parece que carregam uma doença contagiosa, uma energia do mal... Hoje eu vejo que aqueles que vivem os desafios da vida, os que carregam os dramas de viver, são aqueles que mais precisam de carinho, de afago.

Não falo de nada material. Não quero uma xícara de açúcar, um quilo de carne e nem dinheiro emprestado. Precisava muito de compreensão, uma certa atenção, carinho. Queria mesmo que fosse espontâneo, gratuito. Mesmo que eu não mereça... mas, quem precisa de mim, merece.

Repudio piedade! Não quero atenção! Odeio me fazer de vítima, de coitadinho... e detesto fazer drama! Qualquer forma de inverter a compreensão deste pensamento será rechaçada!

Não é uma cobrança! Mas estou aqui para falar dos amigos que sumiram (mais uma vez). Das piadas, dos sorrisos que brotavam, quando eu podia pagar um almoço, uma cerveja ou dar algum mero presente... e também quando eu estive por perto, à disposição para entrar na briga junto.

Agora, que preciso me abastecer de amor e paciência (itens racionados e em falta, nos meus estoques pessoais), as pessoas, que sempre estiveram tão perto, se evadiram, como se doente eu estivesse.

Tão perto e longe demais. Longe de sentir, de perceber e, simplesmente, de compreender. Isso não é chororô de vítima ou lamento de um coitadinho. Longe disso!

Noutro dia, li uma postagem de uma amiga, nas redes sociais, sobre o silêncio. O silêncio que resolve tudo, que une as pessoas, que reforça a fé... Mas o silêncio a que me refiro aqui é outro, bem diferente. É o silêncio da abstenção, do egoísmo, da pobreza de espírito, da revanche, do mal-querer, do estar alheio, do não ligar, da incapacidade de doar, da solidariedade zero... o silêncio dos que mais falam é de cortar, de doer.

Ninguém é obrigado a me ajudar, ou me compreender.. pelo amor de Deus! E nem quero que as pessoas se sintam assim, compelidas, obrigadas, persuadidas, cobradas... por causa desta minha "reclamação". Quem é o que é, é o que é... É simples!

Mas as coisas vão mudar. Elas sempre mudam!

Boa semana a todos, mesmo àqueles que não me enxergam mais.

Estado de merda!


Tanto se fala em redução da maioridade penal... tanto se grita... tanto se tem razão em querer ver punidos os vilões do crime, nos dias de hoje...

Ser menor de idade é o passaporte alforriado para matar e delinquir à vontade. Ser menor é o sinônimo mais límpido de impunidade. É a carta branca para o crime, para a maldade...

Mas não podemos pensar na Lei, apenas... isoladamente, na mudança, com a redução da maioridade penal.

Neste caso do médico assassinado, na Lagoa, todos são vítimas... nós, o próprio médico, sua família e o rapaz, o malvado, o assassino, o monstro.

Tudo bem que foi um crime cruel, um garoto enfiou uma faca, duas vezes, em um adulto. Comoção geral, muito sangue, redes sociais em romaria e mídia a dar com o pau.

O secretário de segurança Beltrame, disse que, na Lagoa, isso é inadmissível. Na Lagoa sim... mas, no Complexo do Alemão, é aceitável...

Não se trata de demagogia, mas o Estado abandonou as pessoas, começando pelos pais de família, seguido pelas suas crianças.

Para quem grita pela redução, verificar as histórias de garotos, como este, é uma paulada na consciência.

O rapaz merece punição! Óbvio. Merece sim, ser punido... mas o mandante deste crime foi o Estado, que se omite, que o atirou na direção de tantos crimes... que, agora, se afugenta, se cala.

É muito complicado abordar o assunto... há muitos interesses envolvidos, muita mídia, muita pressão dos familiares das vítimas, muito clamor social... todos têm razão, em seus pontos de vista.

Falar é fácil...

Eu nunca tive um familiar vítima fatal de menores de idade. Minha opinião é dada "de fora"... é mole falar quando não se está envolvido ou comprometido...

Mas, se pensarmos com mais calma, veremos que a coisa é tão complexa que, qualquer decisão pode ter seus efeitos colaterais.

Não há solução mágica. Não é fácil tratar deste assunto.

O Rio de Janeiro está entregue à bandidagem, ao medo, à insegurança, aos menores bandidos, pivetes, aos malandros, punguistas, assassinos, ladrões de bancos, estupradores, agiotas, milicianos...

Mas o corrupto poder público está falido, financeiramente, emocionalmente, moralmente e por quaisquer contextos ou ângulos... e é ele, o poder do Estado, que precisa mudar drasticamente... e a luta da população precisa ter este foco, o de mudança da ordem atual, na forma de escolha dos governantes... e não pelo paliativo de se, apenas, reduzir em dois anos a maioridade para punição penal.

Bom... opinião é que nem bunda. Cada um tem a sua... e esta é a minha.

Gostei da matéria, que li, hoje, no Jornal Extra (que eu odeio rsrs). 

Se quiser, dá um clique em http://extra.globo.com/casos-de-policia/menor-suspeito-de-morte-na-lagoa-deixou-escola-aos-14-anos-so-viu-pai-duas-vezes-era-negligenciado-pela-mae-16230681.html

E se ela fosse feia? Gentileza não é indignação!

Após ser chamada de escrava e macaca, no facebook... o povo resolve chamá-la de linda, para amenizar sua dor... e se ela fosse considerada feia, nesses padrões idiotas de beleza? Estaria ferrada?
Ser chamada de linda ameniza ou acalenta alguém, diante de tamanha crueldade?



Faz uns dias que ando muito incomodado com uma situação, voltada para essa coisa asquerosa, chamada preconceito racial, de cor ou sei lá como estão chamando isso, nos dias modistas atuais.

Mas eu não estou só indignado e absolutamente chateado com os imbecis e repito, asquerosos, que chamaram a moça de macaca, ou de escrava (com alusões à senzala, à banana... uma coisa bestial).

Como eu venho dizendo aqui, todas as vezes que toco neste assunto, o preconceito é raiz do mal no ser humano. Isso nunca mudará, mesmo com leis de decapitação, esterilização. Mesmo que você (como pena de crime de injuria racial), mate toda a família do infeliz, ele continuará sendo preconceituoso. Isto está entranhado lá no fundo desses infelizes, medíocres e infames seres, que ainda se dizem humanos...

O preconceito é o olhar, a sensação. Está no DNA. E o pior é que esses seres (repito) asquerosos, realmente se acham melhores que os outros, seja na característica racial (odeio esta palavra, aliás); gênero, sexo, ou qualquer outra forma de comparar e se achar mais (ou melhor)... e, acima de tudo, independente se ele se acha bom, o objeto do preconceito, acha o outro pior, ou menor... ou menos.

Não há comportamento mais infeliz que este. Não há forma mais triste de se manifestar, que por meio de preconceito. Mostra muito mais que uma educação ruim, falha e cheia de erros. Mostra uma falha de caráter irreversível, que jamais mudará, mesmo após uma lobotomia, num desses marginais sociais, desses (preciso encontrar uma palavra a altura)...

Pois bem... a jornalista Cristiane Damacena, de Brasília-DF, publicou, em sua conta no famigerado Facebook, uma atualização de sua foto de perfil, onde parece estar num restaurante, com um belo sorriso, numa roupa amarela. Parecia feliz e quis, de alguma forma transmitir esta felicidade a seus seguidores.

A partir desta publicação (foto acima), houve uma série de manifestações contrárias, de pessoas (perfis) a ofendendo duramente, mandando-a voltar à senzala; perguntando quanto custaria esta escrava, falando de bananas e outras barbaridades inconcebíveis, que dão nojo em imaginar como uma pessoa pode sentir pela outra tamanho desprezo, somente em observar a cor de sua pele.

Não há forma mais asquerosa de existir. Se é que esse povo existe. Imbecis sem classificação.

Nossa, estou muito irritado!

Bom... eu não estou irritado somente com os nojentos que profanaram as palavras fétidas dessa gente horrorosa... estou muito irritado com o restante das pessoas que, resolveram "defender" a moça, com palavras de incentivo.

Ontem a noite, eu tinha visto, se não me engano, umas quatro mil mensagens de "pessoas boas" e do bem, que se manifestaram ao lado da jornalista. Haviam uns seiscentos compartilhamentos e mais de vinte e cinco mil curtidas.

Vamos dizer que uns 2% desses comentários (coisa pra caramba) foram racistas, depreciativos, desonrosos, maldosos, pejorativos, preconceituosos ou com algum desdém (outra palavra que eu odeio)... e o restante, a grande massa, com mensagens fofas à moça.

A esmagadora maioria das "pessoas do bem" que se manifestaram, horrorizadas com tanta maldade e preconceito, usaram a palavra "linda", para defendê-la.

Alumas frases que copiei, que simbolizam muito este meu estado de cólera, neste assunto:
"Você é uma negra linda! Não liga não!"... "Nossa, que gente preconceiuosa... uma moça linda dessas"... "Você é linda e está acima disso!"... "olha que dentes lindos, que belo sorriso. Vc é linda!"... "Como falar tão mal de uma mulher tão linda?". Linda pra cá... linda pra lá...


Realmente, a moça é muito bonita, um belo sorriso, alegria no olhar. Como não achá-la bonita. Não faz o meu tipo, como mulher, mas não dá pra negar que é realmente linda.



Mas... e se ela fosse uma mulher feia? Digamos que ela, se achando a tal, feia pra cacete, resolvesse postar a selfie, para ganhar as costumeiras curtidas, que alimentam o ego dos facebookianos...

Sendo absolutamente sincero, as "pessoas do bem" (sempre entre aspas)... muitas deles, escreveram que ela é linda para, muito mais passar força para a vítima, do que por realmente achá-la linda. E mais... a beleza é o que há de mais relativo na face da terra. O belo do dia é o feio da noite... Beleza é relativo demais... e usar este adjetivo também para definir alguém, é uma outra forma nojenta de segregação.

Se a mulher fosse feia para esses padrões ridículos de beleza que convivemos e buscamos... como seria? Essa "gente do bem" falaria que ela é linda?

Já vi gente que acho feia postar fotos horríveis e tem sempre um gaiato que, para marcar presença, diz que está linda. A palavra linda virou produto de brechó, assim como a palavra amor, em alguns ambientes.

Será que linda era a palavra chave para fazer a moça se sentir menos pior?

Bom... me chamaram de macaca. Mas está todo mundo dizendo que eu sou linda... então, tudo bem. Será que é este o apoio correto ao lidar com o racista? Se esses mais de 20mil perfis que se manifestaram a favor da Cristiane Damacena, denunciassem os perfis do mal que fizeram as injúrias, não seria "favor" melhor?

Mas as pessoas que a apoiam (não todas, óbvio) querem mesmo é marcar presença como militantes do bem, contra o racismo e qualquer outra forma de discriminação. Por que não criaram um panelaço (coisa da moda), para se manifestarem? Por que não acionaram a polícia, se juntaram numa comunidade contra o mal...?

Ao contrário... resolveram chamar a moça de linda... como se este fosse o alento que as palavras de racismo sumissem, na multidão de elogios...

Hoje em dia, até o incompetente tem sucesso, se for lindo. Lindo passou a ser a palavra para a falta de palavras. Dizer que a pessoa é linda (sendo bonita ou não) virou a assinatura do bem querer... como se resolvesse os problemas, como se amenizasse a dor.

Nossa sociedade está disseminando o errado, como se estivéssemos agindo certo. Todos parecem balançar as cabeças como vacas de presépio mesmo. Todos indo na onda, todos seguindo as modas, de forma deprimente.

Eu fiquei matutando... meu Deus... e se a mulher fosse declaradamente feia? Os que não teriam coragem de escrever "linda", será que postariam algo em favor da pessoa injuriada? Será que as mensagens de apoio seriam fofas? Será que se ela fosse uma desempregada, ou mal sucedida, ou doméstica ou gari, teria tanta gente marcando presença, a chamando de linda?

E se ela fosse feia, seria chamada de linda, mesmo assim?

Linda não é o apoio que se deseja, após ser chamado de macaco ou de escravo! Cadeia é a palavra certa! Prisão para as pessoas que se manifestam preconceituosamente contra qualquer tipo de escolha ou estado.

Tenho vergonha dessa sociedade modista e sem personalidade que prefere adular a lutar junto. Que prefere agradar à distância. Essa gente fofinha que perdeu seus dois minutos buscando, acessando e postando a lindeza da moça, só porque a matéria saiu na mídia geral e está nos jornais...

Esta sociedade de sofá, com seu toddynho gelado e a mamãe passando suas roupas, poderia pensar numa palavra diferente para protestar a favor da moça. Pois, definitivamente, chamá-la de linda, não adianta nada... elogiar a pessoa é pura perda de tempo...

Pois é óbvio que a pessoa negra, que nasce neste país hipócrita, já sofreu mil formas de preconceito, em sua história... e sabe que é superior a esta ralé sem vergonha que a denigre. E ouvir que é linda, deve lhe dar uma dor no estômago, numa gentileza que não serve para nada.

Gentileza não é (e nunca será), indignação!

Povo idiota, esse da geração Internet!

Você pode ser acostumar com isso?

Quando decidimos ficar com alguém, nos encantamos com as qualidades... mas é com os defeitos que iremos conviver. Aceita o desafio?


Estava aqui, em mais uma noite longa, de longos pensamentos, sobre as questões que sempre me rondam. Eu gosto de pensar em como as coisas acontecem, como se desenvolvem... é uma forma legal de refletir nossos erros, acertos e formas de agir, de pensar. Eu curto me olhar neste espelho.

Estava conversando com um amigo, ontem a noite e, ele me dizia que conheceu uma nova “possível namorada”. Falava com entusiasmo sobre as qualidades da eleita e mostrava ânimo aos falar de seus atributos (homem adora falar dos atributos).

Enquanto falava das qualidades e coisas boas, ele parecia se divertir. Seus olhos brilhavam, sua voz parecia até mais clara.

Daí, eu perguntei sobre os defeitos da moça, se ele já conhecia alguns deles. Pois, certamente, ela os terá... e a conversa mudou. Ele elencou três ou quatro coisas e mudou até o tom de voz.

Foi quando eu disse a ele que precisaria rever tais conceitos pois, quando ficamos com alguém, é com seus defeitos que nos “harmonizamos”.

Engraçado observar alguém tentando esconder o que considera ser seus defeitos... assim como, também acho a mesma graça naquele que tenta ressaltar suas virtudes e qualidades. O esforço é o mesmo, portanto, com o mesmo peso e demonstrando a mesma coisa: insegurança.

As pessoas são inseguras. Algumas têm enorme dificuldade em se aceitar como são; outras se revoltam com suas manias e vícios, e tentam, a todo tempo, ocultá-las. Outras tem vergonha de suas características, escondem a idade, o peso, a formação. Maquia-se o tempo inteiro, inutilmente.

Uma pessoa, quando conhece outra, ou mesmo quando está com um “perfil de prospecção” em alguns desses sites de namoros, busca vender suas qualidades e pontos positivos.

Ora, você não vê um corretor de imóveis colocando num anuncio que o apartamento à venda, tem goteiras, que o elevador é velho. Vai elencar as qualidades e bombardeá-las nos seus prospects (aquelas pessoas pré-qualificadas, para quem ele deseja vender seu imóvel.

Nas relações humanas é a mesmíssima coisa. A pessoa elenca as melhores fotos, exalta as qualidades mais marcantes (até exagera um pouco). Ninguém diz que tem mau humor de manhã, ou chulé, no fim de um dia de trabalho.

Todos nós somos um enorme repositório de qualidades e defeitos e a magia da vida é saber mesclá-los bem, de forma a vivermos harmoniosamente, consigo mesmos e com os outros.

Harmonizar-se com os defeitos do outro, não é simplesmente aceita-los, ou muito menos, tolerá-los. Os defeitos do outro precisam ser absorvidos e profundamente compreendidos que são absolutamente necessários para o equilíbrio da pessoa humana.

Todos nós somos dotados de lado bom e lado mal, ou escuro, ou sombrio. E os defeitos que possuímos, fazem parte da raiz central do nosso lado obscuro: um defeito na educação, no mapa do amos, na construção do caráter. Em alguma parte, as coisas não deram tão certo e crescemos com esta, digamos, falha.

Algumas falhas são meramente sociais, um desacordo com uma regra qualquer; podem ser uma falha grava dos pais, negligência, enfim... os defeitos nascem por tantas fontes, que dá para escrever uma coleção de livros, sobre cada um deles.

Mas, afinal... o que é um defeito? Penso que seja algo bastante relativo. Pois, o que é defeito, para mim, pode ser indiferente para outro... e, dependendo da coisa, pode até ser qualidade para alguns. Acredite: isso é possível.

Somos um baú de coisas estranhas. Temos segredos, constrangimentos íntimos que fazemos de tudo para escondê-los e não aflorá-los, defendendo nossos segredos, até mesmo, com a própria vida.

Para alguns, reconhecer seus defeitos é viver em sombra, com vergonha de si mesmos. Para outros, não chega a ser um problema.

Numa relação a dois, dificilmente alguém mostra, intencionalmente, seus defeitos (pelo menos aqueles visíveis e mais evidentes). As pessoas acreditam que precisam causar uma imagem positiva no outro. Aí... após um tempo e com a conquista já estabelecida, alguns começam a mostrar a verdadeira face.

Se você souber observar bem, parece que muitos de nós vivem como pequenos robôs, programados para vender as mesmas bobagens, tentando convencer ao outro que somos bons (ou viáveis). É curioso observar o que as pessoas postam, tentando, em desespero mostrar um perfil positivo.

É curioso perceber como as pessoas que se dizem felizes, são muito parecidas. Suas fotos, histórias de vida. Até o reconhecimento dos próprios defeitos é similar. Pergunte àquela garota que você está conhecendo, qual o seu principal defeito... e ela te dirá que é perfeccionista. Aliás, este é o principal “defeito” que as pessoas confessam, de primeira. Também dizem que são exigentes demais consigo mesmas e outras similares, buscando mostrar um perfil batalhador, construtor.

Ninguém diz, num primeiro encontro, que é mentiroso, perdulário, caloteiro, infiel ou curte pornografia na Internet... seria um suicídio amoroso. Mas essas más qualidades acabam surgindo, no decorrer do tempo... e a pessoa, por já estar ligada, de alguma forma, acaba tolerando... em meio a sequências de pequenas (ou grandes) decepções... e isso vai minando a admiração, um dia conquistada.

Sendo clichê, homem gosta de beber com amigos, fumar escondido, curtir filme pornô, cuidar excessivamente do carro, deixar toalha molhada na cama; geralmente mente sobre seu currículo, tenta vender bons desfechos amorosos, bravata sobre suas conquistas, se vitima nas relações anteriores, etc e etc...

As mulheres se preocupam excessivamente com sua aparência... gastam dinheiro escondido com sapatos e bolsas que jamais usarão, deixam calcinhas penduradas no box do banheiro, tem horror de falar de seu passado amoroso ou sexual, vivem se achando gordas e fazendo dietas impossíveis, querem fuxicar a vida do cara para descobrir mentiras, entre outras...

Ambos danças a mesma ciranda, tolos... homens se preocupam em mostrar poder e conteúdo e mulheres, investem na aparência. Pois é assim que os gêneros buscam as primeiras afinidades.

Aliás, a admiração que você busca ter pelo outro, deveria (eu disse, deveria) também ser construída pela coragem do outro em te mostrar seu verdadeiro eu, mostrando que quer te poupar de futuros problemas, já que defeitos são inevitáveis.

Como eu ando dizendo, nos últimos pensamentos, tolerar é a pior das ações, na busca do melhor convívio com o outro. Eu acho que, se vamos entender e aceitar o outro, como é, precisamos mesmo abrir o coração e compreender que tons cinzentos fazem parte do pacote, que vem a pessoa junto.

Quando casamos com alguém, definitivamente, estamos admitindo e nos enlaçando aos defeitos do outro. Pois é com eles que conviveremos, na maioria do tempo juntos.

Ninguém consegue manter uma personagem por muito tempo. Numa hora, a casa cai e as verdadeiras caras são mostradas. Por que não, mostrarmos aos poucos, nossa verdadeira face.

Certa vez, eu fiz isso. Num segundo encontro, eu falei, levemente, sobre alguns defeitos que considero meus. A mulher, duas horas após o encontro, me enviou um torpedo, se dizendo assustada comigo e que preferia ser minha amiga. Eu a mandei pastar! Pois não creio no sucesso de uma amizade assim, baseada na rejeição.

As pessoas são muito bobas, tolas... achando que podem se esconder de si mesmas e ocultar suas falhas, propositalmente. A verdade sobre seus defeitos, parece criar pernas, e persegue a pessoa até que ela os demonstre, por bem, pu por mal. Tentar escondê-los (ou maquiá-los) é uma tentativa infrutífera de ilusão, onde, quanto maior for o tempo de ocultação, maior será o dano, quando tudo desabar.

Alguns defeitos são toleráveis, outros, aceitáveis e alguns, completamente impossíveis de serem engolidos. Mas muitas pessoas acabam se obrigando a conviver com eles, mesmo sem tolerar, entender, aceitar ou engolir, por medo da solidão ou pela preguiça de ter de começar tudo de novo, com um outro alguém.

Entender o caráter inevitável do convívio com os defeitos do outro é o primeiro grande passo para uma boa relação. Afinal, você também possui alguns, que muitas vezes, nem percebe que os tem... e pode precisar que alguém te abrace, mesmo assim.

Alguns defeitos se corrigem com a relação a dois. Outros, melhoram um pouco (ou menos pioram). Alguns, de natureza social, são reversíveis, consertáveis. Outros, impossíveis de mudar.

O fato é que ninguém modifica ninguém. Mas as pessoas se moldam para um encaixe menos traumático e mais aceitável e harmonioso. A tentativa de mudar o defeito X do seu amor é apenas dando a ele uma opção de maquiá-lo, para camuflar de seu olhar. Não tente mudar o outro. É maldade com os dois (o outro é você mesmo!).

Enfim... conhecer e conviver com alguém, é uma tarefa das mais árduas e traçar um bom plano de mostrar-se a ela, sem maiores atritos, é uma arte, que poucos dominam.

Em se tratando de conviver com os defeitos, não se trata de aceita-los, mas sim, fazer a honesta medição se é possível (ou não) se acostumar com eles.

Mas, lembre-se: é muito importante que você compreenda que, uma vez que aceite os defeitos do outro, e resolva conviver com eles, que não os use para jogar na cara, dele(a), a cada novo conflito. Se aceitou, foi por livre e espontânea vontade, usando o famoso e querido, livre arbítrio!

Money for sex? Na dúvida, diga não!

Alguém já te ofereceu dinheiro em troca de sexo? Como você se sentiria se isso acontecesse? E se você fizesse pelo dinheiro, se apaixonasse e descobrisse (ou ouvisse falar) que esta é uma prática antiga do seu amor? Como você se sentiria, à beira do altar, sabendo (ou imaginando) que você não foi a única que vendeu uma noite de sexo a ele?


Volto a escrever sobre a novela Mil e uma noites, exibida pela Band, no horário nobre das 20h.

Engraçado como as tramas televisivas são alimento para debates interessantes. Quantas vezes, escrevi aqui sobre novelas e situações pitorescas, que estamos sujeitos a viver.

Algumas vezes, as novelas são formadoras de opinião e desfechos para certas situações, são copiados pelas pessoas, imitando comportamentos, algumas vezes, pelo que acho dever fazer, e não do que realmente acha certo.

Como você vive a vida? Você vive fazendo o que deve fazer, ou o que acha certo?

Muitas vezes, diante de um dilema, agimos sem pensar, acreditando que o reflexo seja impulso do que é certo fazer. Algumas vezes, ignorando o próprio coração... Noutras vezes, dane-se o senso-comum e fazemos o que nosso coração manda, sendo ou não, julgado pela sociedade ser certo ou errado.

Não vou dizer que uma ou outra é a forma correta de viver e reagir. Ficaria em cima do muro, dizendo o famoso "cada caso é um caso".

Falando da novela, acompanhando a FanPage do folhetim turco, uma questão me chamou muito atenção: os comentários femininos, sobre o casamento das personagens principais, Onur e Sherazade.

Vou explicar:

A novela é baseada na história de amor entre o casal e a história mostra todo desenvolvimento do sentimento entre os dois.

No primeiro capítulo, diante de uma pressão enorme, Sherazade, diante da desesperada necessidade de angariar o dinheiro que iria salvar a vida de seu filho e profundamente decepcionada com a família de seu falecido marido, em recusar dar o dinheiro a ela, recorre ao patrão, e pede emprestada a alta quantia.

O chefão, o poderoso Onur Aksal, decide emprestar o dinheiro. Mas, em troca, ele pede uma noite de sexo com a mulher, como pagamento. E ela, acuada e desesperada, opta por transar com o poderoso e tarado chefe.

Onur, um cara com problemas familiares, que sofreu profunda desilusão familiar, que viu sua mãe sofrer profundamente com o abandono do marido. Cresceu e se transformou num agressivo e arrojado empresário, passando por cima, como um trator dos obstáculos que impediam seu triunfo, em todas as áreas da vida.

Fez inimigos pela vida e teve as mulheres que quis, algumas pelo sentimento, outra(s), por dinheiro.

Após a noite negra (como foi chamada a noite em que a protagonista transou pelo dinheiro que salvou a vida do filho, que sofria de leucemia), Sherazade passou a tratar o chefe friamente e, entre os dois criou-se um climão daqueles, e cada vez que estavam no mesmo ambiente.

Onur, após provar do sexo com a bela arquiteta, apaixonou-se pela moça e passou a lutar pelo seu amor. Esta luta o fez modificar seu comportamento. Ele parece ter revisto seu comportamento misógino e se entregou ao fato de era imperativo respeitar a mulher amada (e todas as mulheres do mundo).

A história se desenvolveu e eles se apaixonaram, com muita insistência do poderoso chefão da Binyapi, holding que é proprietário, sócio do amigo de infância Kerem, que também é apaixonado por Sherazade, mas que não faz ideia da noite negra.

Durante o período de conquista, Onur sempre se mostrou sufocador. Romântico e doce, mas em momentos de discordância, extremamente ciumento, possessivo e até agressivo. Ou seja, ainda se colocando numa posição acima da mulher, mostrando que, talvez, lá no fundo, a mudança seja superficial.

Pois é... ciúme excessivo e possessão são atitudes machistas, e negativas num relacionamento, mostrando autoridade na relação e subjugando a mulher (ou vice-versa, se preferir).

Pois bem... o namoro esquentou e virou noivado. O noivado virou casamento. E o Onur providenciou a coroação de sua redenção, promovendo uma cerimônia belíssima de casamento, transformando sua noiva numa rainha, aos pés do altar onde selariam o matrimônio.

Como toda boa novela, o conflito é algo muito presente e, à beira do altar, um escândalo se abate sobre o casal e vem à tona (verdade ou mentira - ainda não se sabe, com certeza) uma outra proposta financeira por sexo, que Onur teria feito a outra funcionária, e explode num verdadeiro escândalo, na TV.

Ao ver aquilo, Sherazade, que já tinha sido vítima de uma proposta de grana por sexo, não exitou em acreditar na história. Compreensível, já que o Onur já teria feito aquilo antes. A arquiteta, então, resolveu abandonar o casamento e fugir do altar, não querendo ver a cara do Onur, nem pintado de Ouro (que ele tem muito).

Beleza...

Eu sempre exaltei o comportamento da Sherazade, mostrando ser um exemplo de mulher, com dignidade de sobra... mostrando para as mulheres (principalmente as brasileiras) como uma mulher deve conduzir-se, diante do amor.

Não sou antigão e nem antiquado. Mas sempre admirei o jeito durão da moça que, com sua personalidade forte e caráter ilibado, não se curvou ao poder do noivo, o fazendo comer na sua mão.

O motivo deste pensamento é me mostrar abismado em ler os comentários das mulheres (nas redes sociais que acompanham a novela), criticando e detonando a Sherazade. Dizendo, em sua esmagadora maioria, que ela foi cruel em cancelar o casamento. Que o homem é lindo e rico e etc.

Que ela foi burra demais, por largar um homem daqueles... apaixonado, arrependido.

Não quero taxar a mulher brasileira, pelo amor de Deus. Mas ler tantos comentários assim me fazem refletir pelos tantos e tantos momentos, em que a mulher é subjugada por homens que tem dinheiro e poder. E que esses "predicados" fazem muitas mulheres se renderem e se sujeitarem a ter maridos assim, que têm tudo que desejam, por bem ou por mal.

Eu sempre aventei a possibilidade de o Onur ser dispensado pela Sherazade, enquanto tentava conquistá-la. Acho que ele viraria bicho. Pois, definitivamente, a palavra "não", não faz parte de seu vocabulário.

Quem poderá dizer que esta prática (a de pagar para transar) não era uma constante na vida deste (ex)DomJuan?

É óbvio que o amor nos dá o divino direito à redenção. Mas, criticar a posição de uma mulher que não aceita um comportamento misógino, machista, autoritário... e, no mínimo, curioso.

Já vi casos em que homens usam o poder e o dinheiro para atrair e conquistar mulheres... assim como já vi muitos casos em que mulheres usam o corpo e a sedução como arma de "amarrar o cara". Realmente, ser refém de comportamentos assim, principalmente com amor envolvido, é de dar dó.

Sem julgamento, mas tenho minha opinião. Eu tenho pena das pessoas que usam artifícios para conquistas e, mais pena ainda, dos que se rendem aos ardis.

As mulheres reclamam que são maltratadas, chifradas, desrespeitadas e humilhadas por seus homens que traem, batem, abusam, assediam moralmente. A Lei Maria da Penha está aí, para mostrar o quanto... e, comportamento assim, de esquecer o passado de machismo é, imediatista demais, mostrando uma enorme necessidade de se arrumar rápido.

A mulher tem valor demais para se sujeitar à casar com dúvidas ou diante de incertezas capitais, que vão de encontro ao conceito de bom caráter relacional.

Me admirei muito com os comentários e isso me fez refletir sobre o que uma mulher realmente quer...

O problema não é ter um milionário com tesão, por aí, oferecendo dinheiro à mulheres, em troca de sexo. O problema é ver que, cada vez mais mulheres, não estão ligando muito para o conceito e aceitando de bom grado e, pior ainda, ainda querendo um cara desses, em suas vidas.

Teve uma pessoa, no facebook, que até escreveu: "... mas com aquele colar de brilhante no pescoço, com aquela casa de 17.000.00,00 que ele comprou, com aquela festa maravilhosa para mais de 700 convidados que já estavam lá, com aquele bolo enoooooooooormeeeeeeeeee, tudo pago PELO ONUR, porque ela não tinha dindin para nada e, principalmente por todas as vezes que ele correu atrás para provar o amor dele. SINTO MUITO, EU CORRIA, DESLIGAVA A TELEVISÃO, E CASAVA ASSIM MESMO!". Esta, não pode ter do que reclamar...

Sem moralismos idiotas, posso dizer que entendo porque tanta mulher pensa e age assim. Mas estão, quase sempre, comprando uma vida de felicidade rasa e muitas frustrações.

Na dúvida, diga não. Depois, averigue, reflita... Pode até reconsiderar... mas esteja certa que vale à pena viver o amor que se deseja... Pois, poder e dinheiro não podem determinar seu valor. Mas não deixe seu valor se perder em nome de nada!