O carimbo da maldade, do egoísmo e da imbecilidade!

Desde o domingo retrasado, 15 de março, vem repercutindo muito as reportagens exibidas, sobre os "carimbadores".


Se você não conhece o termo, ou não sabe do que se trata, não pense que é sobre a música do Raul Seixas, ou mesmo algo ligado aos Correios, onde se carimba muito.

O termo "carimbador" vem se tornando (mais) um dos comportamentos estarrecedores, que chovem, em nossa evoluída sociedade. Trata-se de pessoas, portadoras de doenças sexualmente transmissíveis, que transmitem a outras, suas doenças, propositalmente. Isso mesmo: o camarada (ou a camarada) que tem alguma doença (AIDS ou qualquer variação do HPV), estimular ou induzir, no outro, a prática do sexo (sem proteção), para que o outro possa ser contaminado.

Para se ter uma ideia, são tantas pessoas, que praticam este crime, que já existe, nas malditas redes sociais (facebook, instagran, WhatsApp e tantas outras...), reuniões dessas pessoas, que já chamam de "Clube do Carimbo".

A pessoa tem a doença e sai à caça de sexo casual com alguém, para, propositalmente, lhe passar a doença que carrega. Normalmente (e talvez, mais comumente), passam o HIV, por pura maldade.

Faz tempo que o sexo deixou de ser a cereja do bolo dos relacionamentos amorosos.

Hoje (e há muito tempo atrás), o ato sexual se transformou em apenas mais um grão do processo do encontro. Uma pessoa olhou e curtiu a outra e já rola um sexo, para ver se existe química.

Bancando o coroa, "no meu tempo", o sexo era a porta do ápice. Hoje é o primeiro passo.


Vi, nas reportagens do fantástico, pessoas se queixando, vítimas desses monstros, que lhes passaram doenças sexualmente transmissíveis, por cometerem a maldade de lhes transmitir, dolosamente, a AIDS ou outra DST. Mas, parando para pensar, as vítimas são tão culpadas quanto os maldosos carimbadores.

É óbvio que são culpas diferentes, com gravidades distintas. Mas o (a) camarada se propor a fazer sexo com um desconhecido, precisa assumir os riscos do sexo casual, independente do uso da camisinha.

A camisinha não dá a menor garantia de isenção de doenças, sabemos disso. O problema está mesmo no sexo fácil, corriqueiro, casual. O cara transa com o outro e, suados, após o ato "vida loka", perguntam os nomes, uns dos outros. Já soube de casos de meninas que transaram com caras, sem ao menos, saber quem são.

A culpa não é, somente, do ato criminoso de carimbar. É também do passivo que permite este sexo, seja lá qual for o motivo de sua atração sexual (seja por desejo, carência...).

Sexo requer muito mais que tesão. Requer comprometimento das duas partes, responsabilidade, amizade, respeito, confiança... eu poderia anotar mil e uma características inerentes à execução do ato, em si. Mas, do jeito que se faz sexo rápido, nos dias de hoje, não se pode se queixar de ter sido atingido por um soropositivo, ou portador de qualquer outra doença sexual.

Mulheres com gonorreia, com cândida. Homens com sífilis, AIDS... meninas com as temidas verrugas de colo de útero... Muitas dessas pessoas, que possuem esses males, sabem que os possuem e nada fazem para curar-se. Ao contrário, quanto mais podre, maior o poder do carimbo.

Homens que conhecem meninas em baladas, com sexos em carros. Frequentadores de saunas gays, onde existe a maior incidência de carimbadores, fazendo sexo (com ou sem camisinha) rápido com outros caras... Dez minutos de prazer instantâneo e uma vida toda de dor, culpa e arrependimento.

Como dito, sexo requer uma ligação maior entre duas pessoas (ou três, ou quatro). Mas que seja um ato de amor e responsabilidade.

Quando foram inseridos outros ingredientes ao ato sexual, sugerindo um comportamento mais fútil, casual e sem compromisso, é óbvio que outros riscos e consequências, começaram a aparecer.

Homens e mulheres bichados (como se diz, vulgarmente) estão pelas ruas aos baldes, oferecendo sexo fácil, por dinheiro ou não. Esse tipo de gente está por aí, nos bares, nas baladas das nitghs loucas, nas saunas, nas praias.

Viver o momento está cada vez mais caro, pois os riscos são inúmeros.

Imagine, se já é difícil confiar em alguém que está contigo há certo tempo, imagine o risco de fazer sexo com alguém, que acabou de ver.

Caras sarados, mulheres peitudas, paus enormes, bundas incríveis... essas características passaram a ser determinantes para a decisão de fazer sexo. Afinal, ninguém carrega o cartaz de quem é, de verdade. Pode ser um carimbador, ou um cara carente, com baixa autoestima. Mas, certamente, n]ão é alguém em perfeito equilíbrio.

À luz da psicologia, existem muitas correntes que podem determinar os motivos de uma pessoa querer passar sua doença adiante. Penso que o ódio a si mesmo, por ter contraído a doença, é o primeiro degrau para esta disseminação.

"Já que eu estou doente, você também merece ficar!". Acho que é por aí... é o sentimento similar daquele que perdeu tudo, diante da inveja pesada daquele que possui algo. É o sentimento primitivo que o ódio gera, independente de saber quem é o outro, a quem desejamos e estimulamos o mal.

Carimbadores e carimbados são culpados, cada um no seu quadrado. Sentenciados pela necessidade de uma intensidade vazia, do calor de um momento e uma fome de um sexo fútil. Pessoas solitárias, rodeadas de gente, de amigos nas redes... gente cada vez mais isolada, por si mesmos. Com culpas diferentes, mas com condenação justa.

Quanto mais o sexo for comum como piscar o olho, mais as pessoas serão vítimas de seus vazios desejos, vítimas de seu próprio egoísmo, de uma sociedade cada vez mais destrutiva, individualista e baseada na falta de amor...

Binbir Gece, as mil e uma paixões...

Novela, no Brasil, já foi quase religião. E, convenhamos, a safra dos últimos anos, anda deixando o povo sem esperanças...
Daí, surge uma oportunidade de sonhar... pelo menos, um pouco... por mil e uma noites...


Interessante esta novela, que a Band começou a exibir na semana passada. Fora dos padrões que o brasileiro está acostumado, com andamento e dinâmica diferentes... meio paradona... com atores completamente desconhecidos (pelo menos, por mim)... Talvez até, por estar tão fora deste padrão global industrializado, que nos martela várias vezes por dia, tenha chamado tanto atenção das pessoas. Assim tenho notado.

Uma novela tenra, quase ingênua... E, é claro que possui conflitos (e terão muitos mais), mas percebemos que o universo desta trama é algo suportável, pois não agride as pessoas socialmente. Os agressivos "temas atuais" parecem estar fora deste enredo tão simples (quase simplório), por nos remeter a tempos, onde sentimos emoções mais verdadeiras.

Por, talvez, ter origem turca, os ditames da trama de "Mil e Uma Noites", não rondam a sensualidade, agressividade extrema, violência e nem desafia as regras sociais, abordando temas, teoricamente, atuais. É uma novela arrumadinha, comportada. E, assistí-la é como beber café com leite e biscoitos... é como viajar no tempo, a uma época que não existe mais.

Para quem já viu, já reparou como os olhos das personagens brilham? Parecem alterados por computador, de tão grandes e brilhantes (e não falo da característica física das pessoas daquele belo país). As emoções parecem mesmo verdadeiras, tamanha a intensidade dos olhares e, ao mesmo tempo, pela leveza.

O fato de Onur (personagem de Halit Ergenç) não olhar nos olhos de Sherazade (Bergüzar Korel), passa uma verdade que parece ter sumido dos folhetins brasileiros. Agora, que ele sente que está apaixonado por ela, a encara nos olhos e é ela quem desvia o olhar.

Os olhos das personagens são enormes ganchos de emoção.

É legal observar a força do amor, o poder do perdão. É muito interessante acompanhar a trajetória do velho Burhan (Metin Çekmez). Inicialmente radical, rígido e rancoroso, começa a se mostrar justo e de enorme coração, abraçando, aos poucos, o perdão e se rendendo, enfim, ao amor pelo neto Kaan (Efe Çinar). E quem não sentiu emoção ao ver como a doce vovó do menino, Nadide (Tomris Incer), que enfrenta o carrancudo marido, nas suas investidas de se aproximar da criança?

Muito legal, também, ver o surgimento do machista e durão Onur... Ressentido com o abandono do pai, quase um misógino, desconfiado e descrente das mulheres, se rende aos próprios sentimentos e aparece, como um romântico, disposto a derrubar qualquer dogma pelo amor que começa a sentir pela bela arquiteta...

Sentir seu remorso ao perceber a burrada que fez ao pedir uma noite de sexo com a Sherazade, em troca do dinheiro, que ela tanto precisava, para salvar a vida de seu filho... e depois, oferecer o dobro, numa viagem de trabalho, por mais uma noite de "amor".

O golpe foi que, ao descobrir o motivo da urgente necessidade do dinheiro, e ver o filho da amada, pequeno, puro, ele se deu conta de como foi vazio e como tem sido mau com ele mesmo... Por aquela criança, assim que o viu, foi amor à primeira vista.

Começa a abrir o coração com a governanta de sua casa e entender o que está sentindo. Aos poucos, saindo do escuro da falta de amor...

A cena d'ele, cavalgando na escuridão da noite, foi ótimo símbolo, em mostrar como se sente, perdido, sem rumo... até que pensa e fala em amor e as coisas clareiam.

É muito bonito ver a relação que Sherazade tem com a doadora de medula a seu filho, Mihriban, a tratando como irmã e a considerando segunda mãe de seu próprio filho.

E o que falar dela, Sherazade (Bergüzar Korel). Sua postura, seriedade e reações, a cada obstáculo que se coloca à frente. O que dizer da generosidade da personagem, em relação às pessoas mais próximas? De sua postura profissional... Nem vou falar de beleza e elegância. A admiração é pela personagem e não a beleza da atriz, mesmo sendo bonita.

Esta doce novela (ou minissérie), com dublagem igualmente suave, nos mostra o sentido do amor, que é não guardar para si... e sim, deixá-lo nos dominar.

Outros muitos capítulos virão, muita água passará por baixo desta ponte turca... mas esta ideia, de que o amor vive, será muito reforçada, em cada nova cena. É claro que, acompanhada de mil e um conflitos, também.

O público fã de novelas (e de histórias) está encantado com a pureza e simplicidade desta trama... talvez porque a pureza parece ter nos deixado órfãos, nas TVs do Brasil.

O Brasil, país das novelas, precisava levar um tapa de luva de pelica, de uma novela turca, simples, para nos fazer lembrar que ainda podemos amar, ser amados... mesmo com gente do mal por perto, mesmo com invejosos, sabotadores.

Precisamos de leveza. De entender que o amor adormece, mas ainda não se foi. Precisamos sonhar em encontrá-lo, em vivê-lo.

Não sou noveleiro. Faz tempo que as novelas saíram da "minha programação"... andava cansado de ver mais do mesmo. Sou fã do jornalismo da Band... do Boechat... e acabei caindo na teia das "Mil e uma noites"... e de lá, não quero mais sair.

Vai vender tudo!


Ontem eu estava, no conforto do meu sofá, assistindo à TV... e no mesmo horário comercial, como propositalmente sequenciada, assisti a dois comerciais: um após o outro... e fiquei intrigado.

O primeiro comercial foi aquele, onde a garçonete Verão, do quiosque da praia, que vende a cerveja Itaipava. Aquela mulher malhadona, com bundas e peitos tão duros que parecem acimentados. Isso sem falar no andar da moça, que mais parece um desfile, de tão rebolado... 

No comercial, o bebedor, acomodado esparramado numa das mesas de praia de um quiosque, chama o Verão e diz: "vem, Verão; vem, Verão..."... daí, uns caras de uma outra mesa, a chamam, e o primeiro bebedor fala: "vai, Verão... vai, Verão". A ideia é, enquanto olham o rebolado da morena, com a calcinha enfiada e balançando a buzanfa, as cervejas vendem... E, no fim do comercial (criado por algum gênio do marketing), ela diz ao dono do quiosque, com a cara de menina esperta: "vai vender tudo".

Na hora, eu disse: caraca, que idiotas. É claro que vai vender tudo!! Mas, ficou uma pergunta na minha cabeça: Vai vender tudo porque a mulher é gostosona, ou é porque a cerveja é boa? Talvez porque esteja sol e só tenha isso para beber, talvez seja a mais barata. Ainda assim, é melhor do que beber a água do mar...

Em seguida, como uma pistola automática, iniciou o outro comercial... Aquele do presunto Sadia, onde o cara bonitão atende um monte de mulheres bonitas, que faziam fila, para comprar o presunto. O cara parece um deus grego, malhadão, barba bem feita e um sorrisão aberto...

No comercial, elas pedem a quantidade do presunto e o bonitão corta, embrulha e serve o presunto... Elas parecem ansiosas, na fila, sorridentes, nervosas. Todas bem vestidas e bonitas... Até que, na hora de atender a determinada 'cliente de presunto', parece que o produto acaba e o gostosão se abaixa para procurar outro presuntão. Mas, ao perceber que acabou, ele se levanta e pergunta a alguém se o presunto Sadia acabou... Só que, quando ele se levanta, aparece a figura de um homem esquisitão. Baixinho e com a cara que a mulherada torce o nariz.

Aí, a cliente da vez diz: "Acabou? Mas logo na minha vez?", com aquela cara consternada. Mas aí, o cara se abaixa de novo e levanta-se com um belo presunto nas mãos e, para alívio da cliente, mostra que ainda tem o produto da Sadia. Ela se alivia e diz que ele deu um susto danado nela...

Os dois comerciais, em sequência, parece ter sido alinhados propositalmente, talvez, por alguém desesperado em mostrar a fixação vazia na aparência, que homens e mulheres vivem, na atualidade.

Talvez eu esteja escrevendo aqui o que todo mundo anda cansado de ver, de ler e de saber. Talvez eu caia no grande mar do lugar comum. Mas é triste nos depararmos com a realidade de vermos grandes corporações associarem seus produtos ao padrão de beleza física imposto praticado pela nossa sociedade.

Vamos falar da beleza...

Não é exclusividade dos dias de hoje, a prática de associar a beleza física a produtos. Basta buscarmos as extintas propagandas de cigarro, que associavam homens rústicos e viris para vender Marlboro, ou os radicais esportistas, para vender Hollywood... Nas propagandas de automóveis, onde os caras bem sucedidos pegavam as mulheres mais gostosas, usando o tal carrão do ano.

Se formos fazer um exercício honesto de olhar para trás, poderemos notar que não é de agora que somos superficiais, vazios e fixados na beleza física. Sabemos que, de forma geral, o mundo gira em torno do poder e do dinheiro, para se conseguir mais (e melhor) sexo.

Homens usam dinheiro e poder para dominar, seduzir. E se forem bonitos, farão isso mais e mais vezes.

O que há de novo, então?

Diante desta reflexão e esforço de memória, posso dizer que, através dos comerciais de TV o espelho do comportamento da mulher, vem ficando mais e mais marcante. Mostrando que o antigo esteriótipo feminino, onde mulher quer amor, também está em mudança... e eu diria até uma mudança radical e agressiva. A mulher sai da toca e começa a dar as cartas, usando sua beleza, dinheiro e poder, também para seduzir e conquistar.

Se bem que, para seduzir, ela ainda precisa muito pouco dos dois primeiros (dinheiro e poder). Pois, ainda existe a cultura do machismo, mesmo para as mulheres poderosas... quer dizer, elas precisam apenas de corpo e disposição de usá-lo, para uma boa sedução.

Eu acho o maior barato que esteja acontecendo isso.

No último mês, eu ouvi três vezes, mulheres dizendo e me perguntando se estavam me assustando. Elas (vocês) estão agressivas... e isso é bem legal, já que começam a mostrar sua força externa, não só a alma de mulher forte.

A personagem Verão, do verão da cerveja, usa o que tem para despertar nos babacas o desejo de encher a cara, só para ver aquela bunda rebolar. E o bonitão do presunto sabe que, quanto mais sorrisos der, mais presunto vai vender.

Noutro dia, nem sei... acho que faz tempo. Ouvi que um segurança bonitão, que trabalhava no metrô, em São Paulo, atraía mulheres de todas as partes. O cara andou até fazendo ensaios para mídia. Não lembro bem, faz tempo. Mas vi uma matéria onde as mulheres tiravam foto com o cara... outras pediam autógrafos. Oi?

Apesar de testemunharmos esta abertura digamos, sexual, e declaração de guerra da sedução (guerra pacífica e  bem vinda), homens e mulheres possuem comportamentos muito diferentes, quando se deparam com alguém muito bonito, à sua frente, vendedores de cervejas e presuntos, seguranças de metrô, bandeirinhas de futebol gostosas, entre outras tantas atividades.

Enquanto homens são sorrateiros, mulheres são mais declaradas. Talvez pelo fato de o homem entender que há um obstáculo gigante, para poder pegar a gostosa (seja ela quem for). O que já n]ao acontece tanto com as mulheres, que dificilmente levam um toco... logo, sua confiança, na reação é muito mais forte e declarada.

Desde que me entendo por gente, vejo caras levando foras, tocos... baladas, na rua, no ônibus, em festas, na faculdade, na mesa de bar. E, dificilmente, preciso forçar para lembrar, vi uma mulher levar toco de alguém. Bom, eu já tive esta experiência dos dois lados...

Já levei tocos e foras de algumas mulheres (não muitas, já que eu sou super tímido na abordagem)... e também já dei alguns tocos e foras, em mulheres até bonitas (kkkk).

O que quero dizer é que, nas vezes que fui preterido, dispensado ou largado, soube reagir bem. Virei a página e fui em frente. Mas as mulheres a quem dei o fora, se transformaram em minhas inimigas, declaram guerra. Duas, certa vez, perguntaram se eu era gay...

Definitivamente, as mulheres são reagem bem à rejeição... e muitas, nem sabem que ela existe. Por isso, são tão confiantes.

Quer dizer, a mulher ainda tem em mente que, basta aparecer para excitar um homem. Mas as coisas estão mudando. Nem sempre a mulher determina se vai rolar ou não.

Falei, pinceladamente, da minha experiência pessoal, por apenas não conhecer, dos dois lados, outros casos, ou seja, homens que deram tocos em mulheres. Nada demais...

Ande pelas lojas dos shoppings, que vendem beleza. Não há gente feia, no atendimento. E os(as) vendedores(as) ainda são orientados a te elogiar, ao experimentar certa peça à venda. Mesmo que você se sinta ridículo, vai ter aquela vendedora bunduda que vai dizer que você ficou um gato.

Isso nos faz pensar que, o apelo sexual, sedutor, é preponderante nas relações de consumo.

Uma amiga minha é gerente de contas (tipo vendedora propagandista) numa empresa farmacêutica. Por acaso, naquela empresa, também tenho outros dois amigos. Pasme: o resultado dela, é mais que o dobro dos outros dois caras (e dos demais, na equipe)... isso só porque ela tem uma bela aparência, peitos durinhos e uma bunda de parar o trânsito. Os homens bonitos do setor, até tem bons resultados, mas nada se compara ao desta amiga.

O que é beleza? Seria muita cara de pau, da minha parte, falar aqui em padrões da sociedade, que todos são belos diante de Deus. Uma ova! Sabemos bem quem é bonito e quem é feio. Poucos tem coragem de abordar este fato, morrendo de medo de serem taxados como preconceituosos. Mas o fato é que o tal padrão de beleza tem o poder sobre o mundo. E as pessoas que tivera a sorte (ou tem a grana) de serem/ficarem bonitas, notadamente, tem melhores resultados que os outros, não tão abastados, visualmente.

Noutro dia, eu fiz um vídeo para o YouTube, tocando uma canção. A música até que foi executada com respeito... gostei do resultado, acho que toquei legal... Aí, recebi o seguinte comentário (vou copiar para ser mais honesto): "Se você fosse uma garotinha bonita teria milhões de views, kakaka infelizmente a galerinha da web busca imagem e não qualidade sonora.Parabéns e tamo junto aí meu bom." Após ler este comentário, uma parte de mim ficou muito feliz... a outra parte, em segredo, pensou. Poxa.. eu podia ser bonito. Tolice secreta de um homem feio.

Mas o fato é este mesmo. O que é bonito é para ser visto e os feios que se virem. Com ou sem padrão de beleza... com ou sem a moda dos peitos ou peitinhos, dos bundões de silicone, dos abdomens tanquinho, das caras de macho, dos cabelos logos, cinturinhas finas e de tantas e tantas outras partes, o mundo vai girar e continuar girando da mesma forma.

Enquanto isso, a falsa sensação de bem estar, proporcionada pela beleza (eu pela busca dela), a tristeza dos que não conseguem ficar bonitos, mesmo com cirurgias e muita grana; ou mesmo dos que já se reconhecem como feios, só aumentará a distância entre as pessoas... fatiando-as e as transformando em peças, veículos, seja para servir cerveja ou atender num balcão.

É um pouco triste falar deste assunto, pois, mesmo com tantas e tantas campanhas da mídia politicamente correta (a mísia paralela) as distâncias aumentam mais e mais. Novelas, propagandas de cervejas e presuntos... machismo e feminismo em guerra declarada. O bicho está pegando...

Enquanto isso, conteúdo, gente de bem, beleza interior, talento, e tantas e tantas outras qualidades somente servem como paliativos... e, tornam a vida mais suportável. O mundo dos feios, dos não tão belos, cada dia mais relegado pela mídia poderosa, cresce e se distancia.

Este pensamento não é uma acusação do crime de beleza. Pelo contrário. Ser belo nada tem a ver com vazio ou superficial. Mas sim, como usar a beleza, como seduzir. Conheço meninas lindas (e homens muito bonitos) que não se aproveitam desta particularidade (por que não dizer qualidade?) para angariar nada na vida.

A beleza ajuda, abre portas. Mas não pode ser determinante. Há muito mais além do invólucro.

Idiotas num bar de praia, gastarão todo seu dinheiro e ficaram trêbados só para ficar olhando uma bunda saracoteando pra lá e pra cá... e mulheres (igualmente idiotas) encherão o rabo de presunto, pagando mais caro e enfrentando mais filas, para ver braços musculosos em ação...

Enquanto os caras da praia se recusam a crescer, bebendo e deixando suas mulheres em casa, para olhar o bundão... e as mulheres, muitas mal amadas, na fila da padaria, enquanto seus maridos se matam de trabalhar... Ou não...

Como consumidores, do que for, somos muito tolos, imaturos e pouco exigentes. Examinamos somente a casca e pagamos caro para ter o que está na moda... mas, desde que seu garoto propaganda seja alguém lindo, à altura da força do produto. E... caímos feito patinhos...

É pobreza demais para minha cuca. Isso, para não falar dos transtornos do consumismo, que tocarei mais adiante...

Abraços,

Mulher singular, não. Mulher é plural!


Todo ano é a mesma coisa... Os anos se repetem... parece que vivemos dentro de uma pequena jaula, fazendo de nosso universo algo restrito...

Vai terminando o ano, vem natal, todo mundo desejando paz, amor, falando em bondade, tolerância, união... Chega o ano novo, todas as energias estão focadas na esperança de tudo melhorar, dar certo... Começa o ano, férias... vem o carnaval... A moçada exagera, chuta o balde...

Chega março, vem o Dia Internacional da Mulher, no próximo dia 8 (depois de amanhã).

É inegável perceber, nos últimos tempos, a evolução do sexo feminino, frente a todas as áreas de nossa viciada sociedade. A pessoa mais importante do Brasil, a presidente da república, é uma mulher... ministras, chefes de polícia. Não há mais como impedir a determinante presença da mulher, na eterna construção de uma sociedade mais justa.

Hoje, numa roda de conversas, na hora do almoço, surgiu o assunto estupro. Uma pessoa estava com o celular na mão e, mostrou uma imagem a alguém, que logo fez um comentário 'lugar comum'. A imagem era de uma mulher seminua, com o famoso cartaz, na altura dos seios, dizendo que não merecia ser estuprada... a tal hashtag #naomereceserestuprada.


Mas... quem merece? Há alguém que peça, ou que curta ser violada(o) sexualmente?

Mulheres (de todos os tipos e formas), crianças, homens (universo LGBT também estupra), animais... todos são vítimas potenciais de estupro... Ninguém merece.

O assunto esquentou e as coisas ficaram tensas. Pois... a meu ver, há um leve engano a respeito da origem do estupro (ou sua mecânica mental).

Alguém, nalgum canto, falou que a roupa que a mulher veste é, potencialmente, um dos gatilhos que dispara o desejo de violação. A quem diga que é a má formação mental/sexual do indivíduo... Há também quem diga que é questão de ocasião, motivada por bebida ou droga.

Violadores, estupradores, são pessoas doentes. Seja ele um mero criminoso fora da lei, homem comum, ou um homem acima de qualquer suspeita.


Não vou ficar aqui colando coisas do Google, como estatísticas de estupro. Este assunto está bem recheado, na Internet e qualquer um pode se informar...

Mas o fato é que a roupa, é um dos menores motivadores do estupro. O fato de a mulher usar um shortinho enfiado e seios sem sutiã, que ela esteja chamando homem para o sexo.

O grande motivador... o verdadeiro "convidador" é nossa cultura podre, do homem de pau duro, com tesão, que precisa enfiá-lo em algum lugar e vê a mulher como objeto para a satisfação desta necessidade. Nossas Leis são as grandes culpadas. A impunidade é o convite formal para o estuprador... que sabe que pode pegar sua vítima e não sofrer as consequências, pois as leis são brandas, falhas...

Se roupa fosse indicador anti-estupro, as mulheres que usam burcas, jamais seriam violadas. No entanto, há o estupro. Lá, no Oriente Médio, as coisas são diferentes, pois enxergam as mulheres de forma muito diferentes que nós.

Na Índia, as coisas também vagam por este universo... não se vê indianas, andando por aí, de top tomara-que-caia. Mas, são estupradas em enorme volume.

No Brasil, onde existe a mulher mais sensual do mundo, o problema é a impunidade, a lei do flagrante, as penas judiciais, as execuções... enfim.

Vejo por aí, as feministas se esgoelando pela mudança das coisas que afetam a integridade da mulher, nas redes sociais, mas não as vejo unidas, pressionando os políticos, em passeatas, protestos, para que as leis mudam, as penas sejam aplicadas com severidade... Só as vejo nas baladas, nas festas e nos protestos nus, agredindo a sociedade.

Mexam-se, mulheres. Briguem!

Patricia Arquette, vencedora, como melhor atriz coadjuvante, na cerimônia dos Oscar 2015, fez um discurso inflamado pela igualdade de gênero. A repercussão disso durou só meia hora...

Certa vez, vi o filme A Revolução em Dageham, onde operárias da Ford pararam o país, na Inglaterra, lideradas pela incrível mulher, a Rita O’Grady. Este filme empolgante mostra que, se unidas, podem conquistar o mundo. Suas vozes, juntas, ensurdecem o mundo. Mas a voz é confusa, desorganizada...

No Brasil, tudo é muito suspeito, até esta onda feminista, anti-estupro. É óbvio ululante que ninguém merece ser estuprada. Mulheres, vão às ruas, para que isso mude. Mobilizem o país... saiam das redes sociais, com corpos e gestos individuais e singulares.

Poderia aqui, neste pensamento sobre o dia da mulher, exaltar os mil papéis que ocupa, falar da música do Erasmo Carlos... mas, com sinceridade, queria sair deste lugar comum, com o repetitivo "viva" ao ex-sexo-frágil. Queria dar uma bronca nas "mulheres de facebook", agressivas, intolerantes e cansativas... que fazem qualquer briga virar guerra...



Não precisa de guerra, precisa de união, solidariedade. A mulher da rede social é individual, feliz com suas curtidas. A mulher precisa tomar logo a rédea do mundo e ditar o andamento do mundo. A submissão feminina existe há trocentos mil anos... mas se as mulheres se levantarem, com o exemplo de Rita O’Grady, as coisas podem mudar...

Para você, mulher, parabéns pelo seu dia Internacional... Parabéns por tudo que é, pela força, pela forma, pela bela cor que dá ao mundo. Mas não viva de pintar, colorir e perfumar. Vá à luta, vá pra briga...

Este confuso pensamento é, também, um incômodo que sinto em ver tanto sensacionalismo, em torno de uma questão tão óbvia.

Universidade open bar! Formando o futuro do Brasil...


Hoje, caminhando pela Tijuca, fui atravessar a rua e uma menina, toda pintada, me abordou. Ela tinha um copinho de plástico nas mãos, e vi, pelo barulho, que tinha algumas moedas... na abordagem, ela me pediu dinheiro...

Até aí, normal. Nesta época do ano, vemos a garotada pintada, "sofrendo" o assédio dos trotes, que são tarefas que os "veteranos" passam aos calouros, como prendas, por ingressarem na faculdade.

O trote é uma coisa normal. Sou do tempo que trote era um troço tão bobo, que nem consigo me lembrar dos que sofri... se é que sofri. Pois, apesar de ver a coisa como normal, não curto isso não!

O fato é que, a menina pintada, tinha um olhar tenso. Passava pouco das 11h da manhã e ela disse que tinha uma meta para cumprir. Ou conseguia R$ 10,00 em moedas até o meio dia, ou teria de pagar uma tarefa... e eu, dando papo para a menina, perguntei: - mas que tarefa é esta, que você está nervosa? E ela fez um gesto, enquanto di=zia que teria de fazer com os meninos que a mandaram no sinal.

Não sou puritano... Mas confesso que fiquei bobo com o que ele disse, naquele gesto. Se você, que lê este pensamento, está curioso, ela fez um gesto de sexo oral... A frase foi assim: "Eu vou ter de fazer (fez o gesto) nos meninos!

Eu fiquei mesmo bobo... fui atravessando a rua e disse que não tinha nenhuma moeda, infelizmente... ela se virou e foi abordar outra pessoa.

Na semana passada, última de fevereiro, vi uma bateria de reportagens, na TV, sobre a gigantesca onda de trotes nas universidades brasileiras. E, assim como os "eventos" anuais, que se repetem, ano a ano, as tragédias decorrentes desses trotes, marcam o início das aulas, todos os anos... e, em muitos casos, todos os semestres.

Os trotes, cada vez mais bizarros e estranhos, envolvem muito mais que as velhas boas vindas, com deboche. Se transformaram em poderosa ferramente de bullying, com assédio moral pesado, intimidação, violência física, agressões inacreditáveis e, consequentemente, óbitos.



Nas reportagens que vi na TV, mostraram alunos que tiverem sequelas sérias dessas brincadeiras imbecis. Um, que está com a visão comprometida, outra que está com as pernas queimadas por criolina, e outros tantos jovens que sofreram tudo tipo de abusos, agressões.

Agora, no fim da tarde, ligo a TV e assisto à reportagem sobre o jovem, aluno da USP, que morreu ao participar de um uma festa open bar, onde rolava um concurso, onde disputavam jovens, para saber quem bebia mais vodka.

Olha, eu ando cansado de ver tanta coisa imbecil por aí. Pra ser sincero, ando mesmo muito cansado, entediado, em observar a bestialidade destas novas gerações que surgem.

Tudo bem... vendo com mais atenção, esta notícia..., não lembro se foi a mãe, ou alguém da família do menino morto, por overdose alcoólica ( cara bebeu cerca de 30 doses de vodka, que dá, mais ou menos, 750ml de vodka pura) que, numa entrevista, disse que a culpa era da ambulância, esbravejando... que não estava aparelhada para socorrer o jovem. Que queria justiça e etc.

Pelo que sei, não foi um jovem de 10 anos de idade que foi obrigado a beber até cair duro. Foi um homem, maior de idade, universitário. A culpa, primeiramente, é dele, que (levado por outros ou não), não soube dosar o próprio ego e parar quando chegou em seu limite.

Alguém precisa ser duro com esta pessoa e dizer que a culpa é de um conjunto de coisas e pessoas. Os promotores desta festa devem ser punidos, a empresa dona da ambulância deve ser punida... mas, o principal culpado por esta aberração, é o próprio jovem que morreu. Me desculpem os sentimentais, mas como um jovem de 22 anos, recém admitido numa faculdade renomada, se presta ao papel de encher a cara, a ponto de morrer, após uma coma alcoólica?

Vamos mais à fundo...

Que tipo de criação este jovem teve, que, ao sair da coleira familiar, resolve encher a cara de cachaça (ou vodka, ou seja lá o que for) a ponto de morrer?

Essa garotada está assim... manda ver, arregaça o que vier e depois vai choramingar na saia da mãe, do pai que, ao invés de lhe dar um bom corretivo, passam-lhe a mão na cabeça e coloca a culpa no exterior... tenha santa paciência.

Noutro dia, faz tempo, eu estava no metrô, numa sexta a noite, voltando pra casa. Devia ser por volta das 21h... em certa estação, entraram cinco pessoas: quatro caras e uma menina (bonita). Ficaram parados à minha frente, de pé... Dois deles tinham garrafas de vodka (ou outra bebida)... ela carregava um saco de papel.

Papo vai, papo vem, risos e falácias... um deles perguntou: - quem vai comer primeiro... ela, sem graça, falou... - "ah, gente... vocês precisam definir isso." Vamos supor que era uma mera brincadeira... e eles falavam em comer macarrão... Mas, a realidade é que sabemos que ela seria o lanche da noite...

Há poucas semanas, tive acesso a um vídeo caseiro, onde uma menina, que aparentava seus 18 anos (não dá pra ver bem)... ela transava com uns quatro ou cinco caras. E ainda dava bronca no cara que filmava, para focalizar bem... O que dizer?

Está tudo de pernas para o ar! Os jovens estão absolutamente perdidos, numa necessidade doentia de viver a vida. Que tipo de gente promove festas entre jovens universitários, os desafiando a beber até o limite?



Parece que, no mesmo evento onde o jovem Humberto morreu, outros cinco jovem foram parar no hospital... Parece que três ainda permanecem, em estado grave. Dois deles são meninas...

Vivemos a era da liberdade total. Se valendo da "tradição" do trote, marginais universitários praticam todo tipo de violência, humilhações e das maiores aberrações com jovens, que também parecem não ligar muito para consequências.

Mas alguns estão tão traumatizados que jamais querem voltar à faculdade, pois o que passaram, por ocasião dos trotes que sofreram, os marcou, pelo menos, por um bom tempo...

O que seria isso? Por que os jovens, ditos dominantes (os veteranos, valentões) estão tão cruéis, tão perversos? A cada ano, parece que a gravidade dos trotes aumenta e ninguém faz nada. A sociedade ri e não se mexe. Mães e pais dizem que isso faz parte da festa, da celebração, de uma conquista (quase sempre) sofrida. Que o trote é um tipo de libertação de tanta pressão...

Por que ainda não existem leis que proíbam os trotes, pois, bem ou mal, relações perversas nascem daí. O bullyng, muitas vezes, nasce de uma recepção tensa, dos jovens inocentes, da faculdades.

Certa vez, estava conversando com um amigo, que morou em Ouro Preto (MG) e ele disse que nas repúblicas (onde os jovens de fora, moram), as coisas são regadas a bebida alcoólica, drogas e muito sexo.

Volto a dizer que não sou puritano, mas o que eu vejo nas faculdades (e sou frequentador diário de uma delas) é coisa de louco. Parece que a galera vai para a "facul" para transar, aloprar, chapar e encher a cara.

Por que a sociedade não reage? Já que seus filhos são os que mais sofrem nesses rituais perversos? Por que as leis não mudam? Por que a polícia enxerga isso como festa da garotada?

Quantos jovens ainda precisam ficar cegos, queimados, com sequelas permanentes, por causa desta brutalidade insana? Quantos ainda precisarão morrer, vítimas de tanta violência? Quantos traumatizados por tanto assédio moral, tanta humilhação?

Quantas bixetes (como chamam meninas calouras) sofrerão abuso e violação sexual, em nome desta tradição idiota?